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terça-feira, 13 de agosto de 2019

Madrasta admite à polícia que deu cerveja para a enteada de 6 anos, mas diz que foram só 'três goles'Vídeo feito por ela viralizou e revoltou moradores de Bom Jesus de Goiás. Mulher afirmou que perdeu o controle, mas que está arrependida. Pai da menina trata caso como 'deslize'.
Por Sílvio Túlio, G1 GO
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Foto: Reprodução
A mulher que aparece em um vídeo dando uma lata de cerveja para a enteada, de 6 anos (veja acima), prestou depoimento na manhã desta terça-feira (13), em Bom Jesus de Goiás, região sul do estado. À polícia, ela afirmou ter feito as imagens, admitiu que ofereceu a bebida para a criança, mas que a mesma "não bebeu em exagero", tomando "três goles" da lata.
As imagens viralizaram nas redes sociais e revoltaram a população da cidade. Nelas, a mulher aparece cantando com uma lata de cerveja na mão, a oferecendo mais de uma vez para a criança. É possível ouvir quando a mulher manda a menina virar a lata e comemora, mesmo a garota fazendo ânsia de vômito.
“Vira, vira, vira... É isso aí garota! Filha de peixe, peixinho é”, falou a madrasta, dando risada e cantando.
A madrasta, que tem 25 anos e segundo a polícia ainda não tem advogado, disse que, no último sábado (10), estava limpando a casa com a ajuda da menina quando o companheiro - pai da criança - saiu para trabalhar.
Ela, então, decidiu tomar cerveja, mas, segundo afirma, acabou "por beber demais e não teve controle sobre as coisas que estava fazendo". Relatou que, de uma caixa de cerveja, deixou apenas duas latas.
A jovem admitiu ainda que gravou o vídeo e pôs em um grupo de mensagens "sem querer". Posteriormente, quando parou de beber, deu banho na enteada e a colocou para dormir.
A mulher afirmou que contou sobre a situação assim que o companheiro chegou do trabalho e que foi repreendida por ele.
Pai também depõe
O pai da menina também prestou depoimento nesta manhã. Afirmou que passou a morar com a atual companheira após se separar da mãe da filha e que ela lhe contou sobre a situação logo após ele chegar do trabalho.
Ele disse que a mulher "sempre cuidou muito bem" da enteada e tratou a situação como um "deslize".
Por fim, o homem afirmou que "até estranhou" o fato da companheira beber, pois ela não ingere bebidas alcoólicas com frequência.
De acordo com o delegado Vinícius Penna, responsável pelo caso, após os depoimentos, o casal foi liberado. Inicialmente, ele diz que enquadra o caso no artigo 243 do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que fala sobre fornecer bebida alcoólica para menor.
A menina está sob a guarda da avó paterna.
Conselho Tutelar
O Conselho Tutelar também acompanha o caso. Segundo a conselheira tutelar Rosa Maria de Oliveira, assim que ela e a colega de trabalho Laudelina Rodrigues tiveram acesso ao vídeo nesta segunda (12) começaram a procurar em escolas da cidade por informações que pudessem levar à garota e à identificação dos responsáveis.
“Quando a gente estava em uma escola, recebemos a ligação da secretária de uma outra escola de que a menina estava lá com a madrasta. Chegamos lá e conversamos com ela. Mas o clima estava tenso do lado de fora, porque algumas pessoas revoltadas queriam bater na mulher. Tivemos que pedir auxílio da PM”, informou Rosa.

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