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terça-feira, 13 de agosto de 2019

Mãe diz que filha de 2 anos deixada em creche foi achada sozinha na rua em Ribeirão Preto
Dona de casa alega que vizinho achou menina e nega versão da diretora de que primogênita buscou irmã na escola. Secretaria de Educação e Polícia Civil investigam falha em segurança.
Por G1 Ribeirão Preto e Franca

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— Foto: Paulo Souza/EPTV
A dona de casa Mônica Sardinha Matos negou que a filha de 8 anos tenha buscado a irmã, de 2, na creche em Ribeirão Preto (SP), conforme alegou a diretora da unidade, e voltou a acusar os funcionários de serem negligentes ao não perceberem saída da filha.
Mônica registrou um boletim de ocorrência, relatando que a menina deixou a creche sozinha e foi caminhando para casa. Nesta terça-feira (13), a dona de casa também esteve na Secretaria de Educação para cancelar a matrícula da filha na unidade, no Parque Ribeirão Preto.
“A minha filha fugiu da escola e a escola não sentiu falta dela. Meu pensamento era de que ela estava segura na escola, mas não estava. Ela saiu sem ninguém ver e ninguém sentiu falta. Ela estava sozinha na rua. Nunca imaginei que ela fosse estar na rua.”
A dona de casa contou que estava dentro de casa com a primogênita, de 8 anos, e um técnico, na tarde de sexta-feira (9), quando foi chamada por um vizinho. O homem perguntou se a menina que estava descendo a rua era a filha dela.
“Na hora, falei que não, porque levei até um susto, era para estar na escola. De repente, era a minha filha mesmo que estava na rua. Na hora, nem sabia o que pensar”, afirmou. “Ela atravessou a rua sozinha, foi até a minha casa sozinha, é difícil”, completou.
Mônica disse que foi à creche ainda na tarde de sexta-feira e recebeu como justificativa da coordenadora pedagógica que a filha havia sido buscada por uma vizinha. Entretanto, essa mulher estava com um filho no Hospital das Clínicas na Universidade de São Paulo (USP).
Nesta terça-feira, a diretora da unidade, Simone Souza Silva, alegou que a menina foi retirada da creche por uma irmã, de 8 anos, que geralmente vai ao local com Mônica no horário de saída dos alunos. Essa versão também é contestada pela mãe da criança.
“Nunca aconteceu, tanto é que no caderno tem autorização só de adultos responsáveis por buscar”, afirmou Mônica. “O técnico estava lá, tenho como comprovar que ela estava em casa. O vizinho que pegou a minha filha tem como comprovar que ela estava sozinha na rua”, disse.
Pai da menina, Edelson Rodrigues, de 26 anos, classificou como “erro muito grave” o fato de a filha ter deixado a creche sozinha, destacando que a menina poderia ter sido atropelada ou mesmo raptada na rua. A família mora a cerca de 70 metros da escola.
“Minha esposa está dentro de casa, ela e minha filha mais velha, vem um vizinho chamando e perguntando se a menina não era nossa. Como uma criança sai de dentro da escola, de uma sala de aula, passa em frente à diretoria e sai para a rua, e ninguém percebe?”, criticou.
A família registrou um boletim de ocorrência por crime de abandono de incapaz na tarde desta segunda-feira (12), mas, até a manhã desta terça-feira, a Polícia Civil ainda não havia iniciado a investigação do caso.
Mais segurança
O secretário municipal de Educação, Felipe Elias Miguel, visitou a Casa de Emmanuel Benção de Paz nesta terça-feira e também classificou como “fato grave” a suposta fuga da aluna. Miguel disse que a creche deverá apresentar um relatório sobre a segurança no local.
“Acho que deve ser uma notificação administrativa para que a escola reveja seus procedimentos, mantenha muita atenção a isso, não liberem, em hipótese alguma, crianças senão para os pais, para pessoas autorizadas”, afirmou.
Miguel explicou que a pasta adotará um novo procedimento padrão para a saída das crianças em todas as creches municipais e conveniadas, como é o caso da Casa de Emmanuel: os alunos deverão ser retirados pelos pais na porta da sala de aula.
“A gente já encaminhou ao Conselho Municipal da Educação um novo procedimento para essas escolas conveniadas e às novas escolas a serem inauguradas: os pais deverão retirar seus filhos nas portas das classes, das salas de aula, não mais na porta da escola”, disse.

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