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quinta-feira, 12 de setembro de 2019



Altas temperaturas nos tornam mais antissociais
Manifestação de estudantes em Dublin protestando contra a mudança climática. A foto é de 24 de maio.  © Fornecido por Prisa Noticias Manifestação de estudantes em Dublin protestando contra a mudança climática. A foto é de 24 de maio.
Duas salas. Dois grupos de pessoas escolhidas aleatoriamente. Mesmos jogos e problemas para resolver. Regras iguais para todos. Única diferença: a temperatura. Uma sala é mantida a 22ºC, na outra o termômetro marca 30ºC. Os resultados são os mesmos? Não.
“A atitude destrutiva com o próximo é notavelmente mais elevada na sala quente. Esse efeito é particularmente relevante no país mais pobre da experiência (Quênia). Além disso, pessoas com inteligência abaixo da média tiveram uma resposta agressiva maior ao calor (12% a mais). Embora não haja efeito do estresse térmico em nossa capacidade cognitiva, este pode ser relevante na resposta antissocial ao calor”, afirma uma pesquisa recente.
É o primeiro estudo que analisa de maneira experimental como o calor afeta nosso comportamento. “Estamos muito interessados em saber como a mudança climática pode afetar o risco de conflitos e guerras civis”, explica Eduard Miguel, um dos autores, juntamente com Almas, Auffhammer, Bold, Bolliger, Dembo, Hsiang, Pikamura e Pickmans de Comportamento Destrutivo, Juízo e Tomada de Decisões Econômicas sob Estresse Térmico.
Para os pesquisadores é importante reiterar que nossa capacidade de resolver problemas ou tomar decisões fundamentadas não se altera com a temperatura. Não é verdade isso de não consigo pensar por causa do calor que está fazendo. “Isso sugere que, pelo menos na nossa amostra, uma temperatura elevada pode desencadear uma agressão por meio do seu impacto na afetividade e na excitação, e não em nossa capacidade cognitiva”, concluem os autores.
A experiência foi realizada nos Estados Unidos e no Quênia com grupos de seis pessoas em cada sala durante seis meses. No total, cerca de 2.000 participantes. Por meio de jogos, analisaram a qualidade de suas decisões, seu nível de concentração, comportamento social, nível de cooperação... Também foram questionados sobre seu nível de felicidade e atenção. O calor, claramente, afetou de maneira negativa.
Esses resultados estão alinhados com estudos anteriores que apontaram que altas temperaturas afetavam as emoções negativas e desencadeavam um efeito fisiológico que gerava agressividade. Também foi sugerido que os crimes violentos e os conflitos em grupos são mais prováveis quando o termômetro sobe.
Se os seres humanos se tornam mais agressivos com o calor, o que o futuro da mudança climática nos reserva?
Geólogos, historiadores, cientistas políticos, sociólogos, economistas, antropólogos... Todos procuram respostas há anos. Essas pesquisas descobriram que as altas temperaturas não apenas aumentam a conflituosidade, mas também reduzem a produtividade, o comércio internacional, a atividade física, a fertilidade e aumentam as migrações domésticas, o uso de energia, as contaminações de AIDS...
Uma meta-análise de 60 desses estudos chegou à seguinte conclusão: para cada aumento de um grau na temperatura do planeta, a frequência da violência entre indivíduos aumentará 4% e a das disputas entre grupos 14%.
“Existe um consenso maior do que pensávamos sobre a influência do clima nos conflitos modernos”, diz a pesquisa Quantificando a Influência do Clima no Conflito Humano, de Hsiang, Burke e Miguel.
Outros se atreveram a colocar mais números à questão: “Entre 2010 e 2099, nos Estados Unidos, a mudança climática provocará 22.000 assassinatos adicionais, 180.000 estupros adicionais, 2,2 milhões de agressões, três milhões de furtos, 1,3 milhão de casos de roubo de veículos”. São as previsões de Matthew Ranson com base em seu estudo Crime, Tempo e Mudança Climática. Esse economista se dedicou a analisar o efeito do tempo (coletando dados meteorológicos) sobre a atividade criminosa em quase 3.000 condados dos EUA durante 50 anos.
Um lado positivo foi encontrado...
Chile é uma das áreas sísmicas mais ativas do planeta. Lá, outro estudo, Desastres Naturais e Indicadores de Coesão Social, comprovou que as áreas mais expostas a terremotos também eram onde havia maior coesão social: satisfação com a vida, confiança, comportamento social, menores taxas de suicídio e altos níveis de participação eleitoral.
“As pessoas das áreas mais afetadas são mais propensas a fazer algum tipo de trabalho voluntário, são mais generosas com instituições de caridade e têm menos envolvimento em crimes. Essas diferenças vão se perdendo com o tempo, o que reforça a ideia de interação entre a exposição a um terremoto e a coesão social”, concluem os autores Calo-Blanco, Kovarik, Mengel e Romero.
Embora seja verdade que um terremoto não é exatamente uma mudança climática, poderia ser interpretado como uma variável proxy ao que seria uma reação a uma enchente ou furacão. “Neste estudo, os terremotos são usados como uma experiência natural. Assim como acontece em um teste controlado aleatório, existe um grupo de controle –no qual o terremoto não ocorre– e outro de tratamento –a área afetada. Isso permite que os pesquisadores distingam o impacto dos choques destrutivos nas preferências sociais”, explica Pablo Braña, professor de economia comportamental da Universidade Loyola Andalucía.
Para que serve tudo isso?
Entender as causas do conflito humano é uma questão muito relevante para as ciências sociais. Nesse caso, entender os mecanismos pelos quais a mudança climática nos afeta é importante para projetar políticas e tecnologias eficazes, embora a tarefa se complique se afetar nossos processos mentais internos. Portanto, as principais hipóteses sobre a mudança climática e o comportamento humano são:
• Os fatores são externos. Nesse caso, o efeito no comportamento das pessoas seria indireto. Por exemplo, em países pobres, chuvas extremas com efeitos na produção agrícola e na renda estão associadas a taxas mais altas de violência pessoal e de crimes contra a propriedade.
• São processos mentais internos que governam nossa tomada de decisões que são afetados diretamente pelas altas temperaturas. É o caso da maior propensão a uma atitude agressiva ou violenta quando faz calor.
• A mudança climática não implica em mais conflituosidade, porque será tão gradual que a sociedade se adaptará e o mundo moderno se tornará menos suscetível a essas mudanças. É possível que as populações futuras se adaptem de uma maneira que ainda não vimos.
Essa adaptação pôde ser observada na experiência das duas salas? Os grupos ficaram submetidos ao calor apenas durante uma hora. É possível que os resultados fossem diferentes se o tempo tivesse sido prolongado... Mas, é claro, não estava previsto fazer isso com as pessoas em prol da ciência.
Rebeca Gimeno
EL PAÍS
fonte:msn



Bom Sucesso: Alice tem dificuldade em superar o assédio que sofreu


Paloma (Grazi Massafera) e Alice (Bruna Inocencio) em Bom Sucesso (Reprodução / TV Globo)
Paloma (Grazi Massafera) e Alice (Bruna Inocencio) em Bom Sucesso (Reprodução / TV Globo)
Em Bom Sucesso, bandidos farão a família de Paloma (Grazi Massafera) de refém. Um dos bandidos mostrará certo interesse em Alice (Bruna Inocêncio). Os irmãos da estudante serão trancados no banheiro, enquanto ela será levada para o quarto. O bandido assediará Alice e ela se defenderá de todas as formas possíveis. A situação deixará a filha mais velha de Paloma traumatizada.

Com o fim do sequestro, Alice será levada para a delegacia para prestar depoimento e fazer exame de corpo de delito. Ao voltar para casa, ela desabafará com a mãe: “Ah, mãe. Eu quero morrer. Foi horrível, mãe. Eu tava com tanto medo. Achei que ia morrer. Só de pensar que um daqueles nojentos teve coragem de chegar perto de você me dá um ódio!”.
Isso deixará Paloma furiosa e ela dirá: “Deus que me perdoe, mas a vontade que eu tenho é de matar”. Abalada, Alice ainda contará: “Mas eu tô me sentindo suja mesmo assim. Eu fecho os olhos e vejo aquele homem me agarrando…”. Paloma consolará a filha: “Você vai precisar ser forte, minha filha. Esse safado tentou dominar seu corpo, mas não deixa ele dominar a sua cabeça e muito menos o seu coração”.
A cena está prevista para ir ao ar dia 13 de setembro. Saiba o que mais acontecerá em Bom Sucesso e outras novelas acessando nosso resumo da semana.

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Bom Sucesso: Após beijo, Nana dá um fora em Mario


Nana (Fabiula Nascimento) e Mario (Lucio Mauro Filho) em Bom Sucesso (Divulgação / TV Globo)
Nana (Fabiula Nascimento) e Mario (Lucio Mauro Filho) em Bom Sucesso (Divulgação / TV Globo)
Em Bom Sucesso, Mario (Lucio Mauro Filho) gosta de Nana (Fabíula Nacimento) desde a infância. E desde então vem tentando arrumar um jeito de conquista-la. No último capítulo, ele convidou a colega de trabalha para um piquenique e isso fez os dois se lembrarem do passado.

Mario confessou que convidou Nana para o piquenique para ela deixar um pouco de lado a postura durona que tem na empresa. Por sua vez, Nana ficará nostálgica e dirá sobre como o piquenique trás lembranças da infância, e que não lembra quando se tornou tão durona. Uma chuva acabaou estragando o passeio e os dois então se esconderam embaixo de uma árvore. Assustado com um trovão, a dupla se abraçou e em seguida deram um beijo.
No capítulo desta quinta feira, Mario ficará nas nuvens por causa do beijo e vai querer aproveitar mais um pouco o momento com Nana. “Sabe há quanto tempo eu sonho com esse beijo?”, ele perguntará. A filha de Alberto (Antonio Fagundes) acabará com as esperança do amigo: “Para, Mario! Foi só um beijo, uma coisa de momento. Não é um beijo que vai mudar minha vida, as escolhas que eu tive que fazer”.
Confira o que mais acontecerá em Bom Sucesso e outras novelas acessando nosso resumo da semana.

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