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sexta-feira, 13 de setembro de 2019

Incêndio no Hospital Badim deixa ao menos 11 mortos
Ainda não há identificação das vítimas; corpos foram levados para o IML
Antonio Werneck, Felipe Grinberg e Letícia Gasparini
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Foto: Fabio Motta
RIO — O incêndio na noite desta quinta-feira no Hospital Badim, no Maracanã , deixou ao menos 11 mortos, mas ainda não há informações sobre a identidade deles. Dez corpos foram retirados de dentro da unidade durante a madrugada desta sexta-feira. Uma nova equipe dos bombeiros está no edifício fazer varredura e operação rescaldo.
Alguns parentes das vítimas que estiveram no local do incêndio tentaram confirmar os óbitos através dos leitos, mas a identificação oficial só poderá ser feita a partir das 8h desta sexta, no Instituto Médico-Legal (IML). Na porta da unidade, muitos familiares se abraçavam e ainda tentavam buscar informações com outros hospitais na esperança de encontrar o ente e amigo internado em outro hospital.
Darci da Rocha Dias foi reconhecida por familiares ainda na madrugada desta sexta dentro da nova unidade do hospital Badin. Informações preliminares apontam que ela morreu pela inalação da fumaça durante o resgate. Segundo um familiar, Darci tinha 88 anos, estava internada no CTI B, e tinha a promessa que iria em breve para o quarto.
Em nota, a direção do Hospital Badim informou que está sendo disponibilizado o número de Whatsapp (021) 9 7101-3961 e o e-mail suportefamiliares@badim.com.br para que os familiares dos pacientes envolvidos no incêndio entrem em contato para receber informações sobre sua localização.
Durante a varredura no prédio, um bombeiro passou mal, segundo colegas, pela inalação de fumaça e exaustão, e levado para um hospital. Alguns dos bombeiros que estão no local contaram que também participaram do resgate dos prédios que desabaram na Muzema, em 12 de abril:
— É sempre duro, mas é nosso trabalho. Aqui ainda a maior dificuldade por causa do breu que está no interior do prédio — contou um deles.
Um engenheiro da Defesa Civil municipal esteve no local, mas não foi possível ser feita a vistoria no prédio por conta da existência de focos de incêndio no interior da unidade. Uma equipe retornará ao local pela manhã para avaliar a estrutura do prédio.
Por volta das 6h, o Centro de Operações Rio informou que a Rua São Francisco Xavier, no Maracanã, foi totalmente liberada ao tráfego de veículos.
Segundo a direção do Hospital Badim, o fogo, a princípio, teria sido provocado por um curto-circuito no gerador de um dos prédios. Por conta das chamas, funcionários retiraram os pacientes do local às pressas e os colocaram nas calçadas, onde receberam atendimento. Eles foram transferidos para o Hospital Israelita Albert Sabin, na Tijuca, e unidades da Rede D'Or, além de unidades da rede municipal e do Hospital Universitário Gaffrée e Guinle, também na Tijuca.
O Quinta D'Or, em especial, recebeu quem teve queimaduras nas vias respiratórias. Para auxiliar nas emergências, a Uerj colocou uma equipe de cinco broncoscopistas à disposição. Informações extraoficiais davam conta de que 13 pacientes transferidos para o Hospital Quinta D’Or se encontravam em estado grave.

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