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sábado, 12 de outubro de 2019

Ausência de 29 jogadores prejudica times na rodada do Campeonato Brasileiro

Gabigol está com a seleção e desfalcará o Flamengo em duas partidas
Gabigol está com a seleção e desfalcará o Flamengo em duas partidas Foto: Sergio Moraes / Reuters
Bruno Marinho, João Pedro Fonseca e Marcello Neves
 Foto: Sergio Moraes / Reuters
Quinta-feira não teve gol de Gabigol. Nem no Maracanã, muito menos em Cingapura. Ironia do destino, sua pontaria fez mais falta à seleção, que tinha o atacante no banco, mas não o utilizou no empate com o Senegal. Para o Flamengo, sua ausência nem foi dos maiores obstáculos na vitória sobre o Atlético-MG. Mas se trata de uma exceção porque a rodada do Brasileiro no meio da data Fifa trouxe mais prejuízos do que indiferenças.
Dos 29 jogadores convocados por suas seleções, 18 fizeram falta para suas equipes nos jogos de quarta e quinta-feira — Weverton, Gustavo Gómez, Santos, Bruno Guimarães, Daniel Alves, Antony, Rodrigo Caio, Éverton, Cleiton, Guga, Caio Henrique, Allan, Marcos Paulo, Pedrinho, Orejuela, Sornoza, Guerrero e Otero. Neste levantamento, foram considerados como critérios o resultado do time e o desempenho do setor desfalcado ou do substituto.
O maior prejudicado provavelmente foi o Palmeiras. Sem dois titulares — o goleiro Weverton e o zagueiro Gustavo Gómez —, teve de ir à Vila Belmiro enfrentar o Santos. Acabou perdendo por 2 a 0 e viu o Flamengo abrir oito pontos na liderança do Brasileiro. Jaílson, titular debaixo das traves por causa da convocação de Tite, deu rebote em um dos gols dos donos da casa.
Troca de técnico
O mais frustrante para o Palmeiras é que Weverton nem entrou em campo pela seleção brasileira. Ele não foi o único que desfalcou sua equipe em vão nesta data Fifa. Dos 29 convocados, 14 não tocaram na bola.
Outro que time que tem todos os motivos do mundo para reclamar da vida é o Fluminense. Na luta para se afastar da zona de rebaixamento, perdeu três jogadores para a seleção que sequer é a principal. Caio Henrique e Allan foram chamados para o Brasil sub-23. Marcos Paulo esteve no banco da equipe de Portugal sub-19. Ainda assim, o tricolor conseguiu voltar de Belo Horizonte com um empate com o Cruzeiro. Talvez, com os três jogadores à disposição, o desenrolar da partida tivesse sido outro.
Como o “se” não entra em campo, eis o fato: apenas sete equipes atuaram nesta rodada sem ter jogadores convocados. Não foi o caso do Internacional, que apareceu para enfrentar o CSA sem seu principal jogador, o atacante Guerrero. O peruano atuou apenas ontem, no amistoso contra o Uruguai. Já o Colorado foi derrotado pela equipe alagoana na quarta-feira e o resultado, de tão ruim, culminou em demissão. Guerrero viajou sendo treinado por Odair Hellmann e voltará para Porto Alegre com Ricardo Colbachini como técnico interino.
Jejum rubro-negro
Em meio a tantos prejudicados, existe o caso peculiar do Santos. Teve cinco convocados, foi o clube brasileiro mais desfalcado nesta janela para datas Fifa, mas apenas dois são titulares com o técnico Jorge Sampaoli. Por isso, fica mais fácil entender porque venceu o Palmeiras com a autoridade que teve, mesmo sem os cinco à disposição. Mas, ainda assim, fica a sensação de que o pouco prejuízo que teve poderia ser evitado: Soteldo, um dos principais jogadores da equipe, foi reserva na goleada da Venezuela sobre a Bolívia e esteve em campo por apenas 34 minutos. Pouco, perto do que poderia acrescentar ao Peixe.
Pelo menos é um pouco mais que a média dos jogadores convocados. Até agora, os que entraram em campo estiveram 32 minutos em ação. Alguns, como o volante Matheus Henrique, do Grêmio, que atuou durante 22 minutos em Cingapura e levou quase um dia de viagem para chegar até o outro lado do mundo, levarão infinitamente mais tempo no translado do que com chuteiras nos pés.
Gabigol, que não fez gol nem no Brasil, nem na Ásia, é um exemplo. Pode até não ter feito falta no jogo do meio de semana, mas amanhã o Flamengo entrará em campo para enfrentar o Athletico precisando demais do seu camisa 9. O Furacão é o calcanhar de Aquiles da equipe na temporada, responsável pela eliminação na Copa do Brasil, e quando joga na Arena da Baixada é um adversário praticamente imbatível para os cariocas. A última vez que o rubro-negro carioca venceu o rival em Curitiba pelo Campeonato Brasileiro foi no distante ano de 1974. Jorge Jesus tinha 20 anos e cabeleira preta na época.
Vasco e Flamengo ainda devem se preparar porque o Mundial sub-17 se aproxima. Talles Magno e Reinier, principais jogadores da equipe, jogarão amanhã e depois devem se apresentar à seleção. Caso o Brasil chegue até a decisão da competição, que será disputada em casa, desfalcarão suas equipes por oito longas rodadas do Brasileiro.

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