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sexta-feira, 11 de outubro de 2019

Estrela de peça sobre relacionamentos virtuais, Viviane Araujo diz não usar Tinder: 'Imagine se me virem'

Foto: Joao Erisson/Divulgação
Carolina Barbosa
Foto: Joao Erisson/Divulgação
O assunto é recorrente, sobretudo nos tempos modernos. Duas pessoas se conhecem por uma rede social e marcam um encontro. Cara a cara, descobrem que ninguém era exatamente como descrito virtualmente. Esse é o mote de “Quem é quem’’, comédia estrelada por Viviane Araujo e Eri Johnson, que ganha duas apresentações no Theatro Bangu Shopping, uma amanhã e outra domingo.
Em cena, a dupla interpreta Luciano e Luciana, de codinomes Lobo Solitário e Gata Maluca, respectivamente. Ele, desempregado, e ela, uma mulher complexada, que não consegue se envolver com ninguém e usa os homens apenas para se divertir.
— Ela só quer curtir uma noite, mas sem compromisso. Só que ele a engana. Logo na primeira vez que se veem, percebem que possuem objetivos completamente diferentes — explica Viviane.
Eri complementa:
— Luciana quer transar, é ninfomaníaca. E ele só quer dinheiro. Desempregado, está desesperado e, irresponsavelmente, achou que ao fazer contato com uma mulher pela internet, conseguiria assaltá-la e resolveria seus problemas.
Apesar de se tratar de uma comédia, a montagem, que tem trilha sonora composta por Orlando Morais, marido de Gloria Pires, passa uma mensagem importante.
— Não deixa de servir como um alerta. É necessário ter cuidado ao se relacionar com alguém que você não conhece. Pode ser amor ou cilada — avisa Viviane, que completa: — É difícil se precaver de golpes, até porque você pode se surpreender com alguém já conhecido. É importante não se abrir tanto logo de cara.
— Na minha época, pedir telefone era sinônimo de paquera. Agora, pode ser um assalto. As pessoas não podem deixar o telefone e as redes sociais afastarem quem está ao seu lado e aproximar quem está longe — destaca Eri.
A plateia é convidada a participar do espetáculo. Logo no início, os atores propõem que o público interaja através de selfies, lives e stories.
Os atores garantem que a narrativa de Lobo Solitário e Gata Maluca nada tem a ver com suas histórias pessoais.
— Deus me livre! Gosto de conversar, meu negócio é olho no olho — esquiva-se Eri, que já foi casado, hoje está solteiro e também dirige a peça.
— Nunca aderi a nenhum aplicativo ou rede social para me relacionar. Uma pessoa pública não está no Tinder. Imagine se me virem lá — despista Viviane.
Juntos pela primeira vez em cena, Eri e Viviane levam a parceria dos desfiles do Salgueiro na avenida para o palco.
— Somos amigos de longa data. Sempre quisemos trabalhar juntos. Nosso entrosamento é surpreendente. Levamos ao palco toda a nossa afinidade e a intimidade. E as pessoas percebem. É um prazer muito grande contracenar com ela — elogia o ator, também responsável pela direção da montagem.
Mas a pergunta que não quer calar é: será que eles ficam juntos no final? Só conferindo a peça pra saber, pois a dupla não abre o jogo

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