Páginas

Pesquisar este blog

quinta-feira, 10 de outubro de 2019

No photo description available.
Governo arrecada R$ 8,9 bilhões com 1º leilão de petróleo e gás de 2019
O leilão marca a abertura da 'maior temporada de leilões de óleo e gás já realizadas no país', segundo o presidente da ANP, Décio Oddone
© Sérgio Lima/Poder360 O leilão marca a abertura da 'maior temporada de leilões de óleo e gás já realizadas no país', segundo o presidente da ANP, Décio Oddone
O 1º leilão de óleo e gás de 2019, realizado nesta 5ª feira (10.out.2019), arrecadou a R$ 8,9 bilhões aos cofres públicos, que devem ser pagos ainda no mesmo ano. O valor ficou 3 vezes o mínimo estipulado pelo governo para a 16ª rodada de licitações, que era de R$ 3,2 bilhões. O resultado representa ágio –diferença entre os valores mínimos e ofertas– de 331%.
O certame deu largada em uma sequência de rodadas de óleo e gás que podem render bilhões para a União, Estados e municípios. Entre eles, o megaleilão da cessão onerosa, marcado para 6 de novembro e com potencial de arrecadação de R$ 106,6 bilhões.
De acordo com o presidente da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis), Décio Oddone, o resultado é o maior para leilões realizados em regime de concessão. Por este regime, vence a disputa quem oferecer a maior quantia a ser paga para a União.
Disse também que o resultado mostra que “a agência tomou a decisão correta em manter o cronograma de rodadas de 2019” –alvo de críticas pela proximidade das datas dos leilões.
Dos 36 blocos ofertados, apenas 12 foram arrematados. O maior destaque do leilão foram os blocos na bacia de Campos. As ofertas foram dominadas por petroleiras estrangeiras. A Petrobras ganhou como operadora em apenas 1 bloco, na bacia de Campos e integrou 1 consórcio com a francesa Total e a QPI, do Catar.
A rodada também marcou a estreia da Petronas no país. Única empresa inscrita no leilão que não tinha contrato para exploração e produção no Brasil, a estatal da Malásia arrematou 2 blocos sozinha na Bacia de Campos.
Já os blocos ofertados na bacia do Pernambuco-Paraíba não receberam propostas dos participantes. Todos os blocos oferecidos nas bacias de Camamu-Almada e Jacuípe, no litoral da Bahia, também não receberam lances. A oferta das áreas na Bahia aconteceu “sob crivo judicial”, ou seja, a conclusão da operação precisaria de aval da Justiça.
Décio Oddone afirmou que as áreas que deram vazio serão incluídas no regime de Oferta Permanente o mais rápido possível.

Outras rodadas

O leilão marca a abertura da “maior temporada de leilões de óleo e gás já realizadas no país”, como definiu o presidente da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis), Décio Oddone.
A maior expectativa é sobre o megaleilão da cessão onerosa, previsto para 6 de novembro. A rodada é a maior já realizada no setor em volume de óleo e valores de bônus de assinatura. Se todas as áreas forem vendidas, a arrecadação chegará a R$ 106,6 bilhões.
Já a 6ª rodada de partilha está prevista para o dia seguinte, 7 de novembro. O certame pode render R$ 7,9 bilhões para a União, caso todos os 5 blocos sejam arrematados. Até o momento, a ANP já aprovou a participação de 13 empresas e analisará outros 4 pedidos.
O cronograma da ANP ainda estabelece a 7ª rodada de partilha e a 17ª rodada de licitações em 2020; e a 8ª rodada de partilha e a 18ª rodada de licitações em 2021.

Poder360

Nenhum comentário:

Postar um comentário