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terça-feira, 14 de janeiro de 2020

Padre Reginaldo Manzotti grava com Alok e diz que gosta de funk, mas questiona letras: 'É muita popozuda'

DJ Alok participou da gravação do DVD do padre Reginaldo Manzotti
DJ Alok participou da gravação do DVD do padre Reginaldo Manzotti Foto: Washington Possato
Isabella Cardoso
 Foto: Washington Possato
Padre Reginaldo Manzotti prepara para março um novo DVD com um nome que representa bem o objetivo de seu trabalho: “É tempo de inovar”. O segundo single, “Vou para o alvo”, lançado hoje, tem como novidade uma parceria inusitada com DJ Alok. Também neste trabalho estão participações de Naiara Azevedo e Gustavo Mioto.
— Eu, particularmente, adoro música eletrônica e escuto Alok. É preciso se reinventar, atingir um público de todas as idades. Como é uma música animada, eu acredito que a aceitação será maior — acredita Manzotti, que, em outros projetos, já gravou com Simone e Simaria e Michel Teló.
Segundo ele, a música com Alok é “a menina de seus olhos”. Já a parceria dos sonhos é ninguém menos que...
— É ousado dizer, mas Roberto Carlos é sonho de todo cantor. Ele é o Rei, né? É uma pessoa que chama atenção de todos — aposta o religioso.
Manzotti afirma que os fiéis entendem suas parcerias com cantores seculares. Ele ressalta que se até Jesus não agradou a todos, imagine ele. O que importa é a intenção:
— São participações que vieram para somar. É uma oportunidade para trazer a riqueza da voz desses cantores e atingir um público diferenciado daquele que está nas missas. O Papa Francisco tem sido minha inspiração em criar uma igreja que vai além, simples e acessível.
Um dos motivos para se unir às novas vozes é atrair o público jovem para a igreja, mostrando que dá para ser cristão e se divertir.
— Aquela visão equivocada que se tem de que um cristão é triste não bate com nossa espiritualidade. Eu brinco que quem é ranzinza tem que ficar atento. Esse sentimento não vem de Deus, vem do outro — diverte-se Manzotti.
Música eletrônica, sertanejo e rock fazem parte das playlists do padre. O cantor, porém, continua aumentando seu repertório e confessa que tem ouvido muito as “músicas do momento”.
— É claro que algumas não me agradam no conteúdo, mas há muita coisa boa — diz ele, que gosta de funk, mas, das letras, nem tanto: — É muita popozuda para o meu gosto! Os termos são libidinosos, e isso não me ajuda. É muito explícito. Aí já não é para mim e não recomendo.

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