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sexta-feira, 14 de fevereiro de 2020

Boi de estimação é furtado para fazer churrasco de aniversário e caso vai parar na delegacia no AC
Laranjinha foi morto após ser retirado de dentro da propriedade do pastor Raimundo Oliveira. Duas pessoas foram para a delegacia.
Por Tácita Muniz, G1 AC — Rio Branco
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Foto: Arquivo pessoal
O caso de um furto de um boi foi parar na Delegacia de Cruzeiro do Sul, no interior do Acre, na manhã desta quarta-feira (12). Isso porque o animal foi furtado de dentro da propriedade do pastor Raimundo de Oliveira, na BR-364.
Oliveira conta que sentiu a falta do boi pela manhã quando foi mudá-lo de local. Segundo ele, o animal foi furtado e abatido a 200 metros da casa dele. O pastor lamentou o ocorrido e disse que o boi era criado como um animal de estimação e que, inclusive, era chamado carinhosamente de Laranjinha.
“Toda tarde eu trocava ele de lugar e colocava água. Até que hoje de manhã [quinta,13] fui fazer um serviço e não o vi. Rodei o campo vizinho e não achei. Até que peguei a trilha e vi que tinham arrombado a cerca. Dava uns 200 metros da minha casa até onde o boi foi morto”, conta.
Laranjinha era um boi de carga e pesava cerca de 270 quilos, segundo o dono do animal. “Um boi muito manso e de estimação. Eu gostava muito dele”, lamenta.
A Polícia Militar foi acionada após o registro do furto e dois vizinhos do pastor foram conduzido à delegacia. Já a carne foi encontrada em um freezer no bairro Aeroporto Velho, temperada e pronta para ser servida em um aniversário de 15 anos.
“A PM foi acionada na BR-364 para atender o furto de um boi, conseguiu colher informações e identificar os autores. Foram presos dois indivíduos e recuperada parte da carne. O furto seria para fazer um churrasco”, conta o tenente Robson Belo, da PM.
Mesmo chateado com a morte do animal, o pastor diz que conversou com a família e que quer tirar a queixa, mas só vai fazê-lo se pagarem o valor de R$ 3 mil. Oliveira diz que é uma forma de não ficar no prejuízo e nem atrapalhar a festa da família.
“Não tenho nada contra a família, pedi para retirar queixa contra a família e disse que eles seguissem e me pagassem, sempre prego para eles, vão ao culto, sempre vão à igreja. A carne está na delegacia, mas eu prefiro que me devolvam o valor do boi, porque nem tenho como levar toda essa carne”, finaliza.
Colaborou Gledisson Albano, da Rede Amazônica Acre.

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