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sexta-feira, 14 de fevereiro de 2020

Manifesto busca denunciar demora em atendimentos do INSS em Presidente Prudente
Proposta da ação foi de dialogar com aqueles que aguardam pelo recebimento de benefícios e gravar vídeos com seus depoimentos.
Por Aline Costa, G1 Presidente Prudente
A imagem pode conter: uma ou mais pessoas e atividades ao ar livre

Foto: Aline Costa/G1

Na manhã desta sexta-feira (14), a Central Única dos Trabalhadores (CUT) realizou defronte ao prédio do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), em Presidente Prudente, um manifesto que busca soluções para a fila de espera gerada devido a milhares de pedidos de benefícios que se acumulam sem respostas. A fila de espera é de 2 milhões de pessoas no Brasil todo.
As medidas anunciadas para agilizar a análise desses pedidos ainda não foram colocadas em prática pelo INSS.
Conforme a coordenadora da subsede da CUT em Presidente Prudente, Ana Lúcia de Mattos Flores, o ato, que busca um diálogo com a população que aguarda pela liberação de seu benefício, tem sido feito em conjunto em todo o Brasil.
"Estamos gravando pequenos vídeos com essas pessoas para denunciar o que está acontecendo", disse a sindicalista.
A coordenadora contou que foi criada pelo governo federal uma fila única para atendimento, no entanto, devido à demora, já são mais de 2 milhões de pessoas esperando pelo benefício solicitado em todo o país.
"No governo anterior, as pessoas agendavam o atendimento pela internet e rapidamente tinham o seus problemas resolvidos. Então, é inadmissível termos essa quantidade de pessoas aguardando", salientou Ana Lúcia ao G1.
A líder do movimento ainda explicou que a proposta atual do governo é de chamar os militares reservistas para resolver essa situação, alternativa com a qual a CUT não concorda.
"É um absurdo concursados estarem esperando para serem chamados e ocorrer esse sucateamento nas agências", salientou.
"Eu quero dar uma alerta de que a Previdência Social afeta totalmente a seguridade social, onde se encaixam o Sistema Único de Saúde [SUS] e várias outras políticas públicas voltadas para a população", pontou a coordenadora ao G1.
Outro lado
O INSS enviou ao G1 a seguinte nota oficial sobre o assunto:
“O INSS respeita o direito de manifestação dos servidores e reitera, conforme já discutido em reuniões com entidades representativas, que as medidas de gestão que serão implementadas foram amplamente discutidas com o governo federal, a fim de atender as demandas do órgão.
Informamos que medidas importantes, implementadas ao longo de 2019, estão em pleno andamento para que sejam sanadas as dificuldades do órgão e que o serviço a cidadão seja prestado a cada dia com mais agilidade.
No ano passado houve o pagamento do bônus de produtividade, quase um milhão de processos foram finalizados de forma extraordinária no segundo semestre, 877 servidores foram designados para o regime de teletrabalho, apresentando produtividade média 108% superior aos servidores em regime ordinário de trabalho, 2.211 servidores foram designados para o regime de semipresencial de trabalho, apresentando produtividade média 54% superior aos servidores em regime ordinário de trabalho, aumento de 3 mil para 7.820 servidores dedicados exclusivamente à análise de benefícios.
Como consequência desse conjunto de iniciativas, o tempo médio atual de concessão dos benefícios previdenciários está em queda, atualmente, em 70 dias. Em julho, o tempo médio era de 84 dias.
Por fim, o INSS destaca que está sempre aberto ao diálogo com seus servidores e entidades representativas para a construção de soluções que contemplem o interesse de todos”.
Fila única
Cerca de 2 milhões de pedidos de benefícios previdenciários aguardam análise do INSS. Os atrasos atingem segurados que precisam receber valores de aposentadorias e de outros benefícios como auxílio-doença, salário-maternidade e Benefício de Prestação Continuada (BPC).
Mesmo com filas, atrasos em concessões e falta de pessoal, o INSS não tem concurso público previsto.
A fila de espera abrange segurados que entraram com pedidos antes e depois da entrada em vigor das novas regras da Previdência.
A reforma da Previdência está valendo desde novembro, o que levou a uma corrida por pedidos de benefícios, que ajudou no descompasso entre os requerimentos e as análises. Contribui ainda para o represamento de pedidos o sistema ainda não ter sido adaptado para as novas regras.
A lei prevê que os pedidos sejam analisados dentro do prazo de 45 dias.
Para conseguir cumprir esse prazo, o governo anunciou uma série de medidas para dar vazão aos pedidos, entre elas, a contratação de militares da reserva e servidores aposentados do INSS para auxiliar na redução da fila. No entanto, essas medidas ainda não foram colocadas em prática, o que não reverteu o transtorno de milhares de segurados.

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