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quinta-feira, 13 de fevereiro de 2020

Polícia Civil investiga agressão a golpes de facão contra cão de policial militar em Mirante do Paranapanema
Suspeito alegou que o cachorro avançou contra ele enquanto limpava o quintal de sua irmã. Animal foi levado para receber tratamento de um médico veterinário.
Por Stephanie Fonseca e Wellington Roberto, G1 Presidente Prudente
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Foto: Polícia Civil
A Polícia Civil investiga um caso de agressão contra um cão da raça pastor alemão, em Mirante do Paranapanema (SP). O animal, que pertence a um policial militar, foi agredido com golpes de facão por um homem de 54 anos.
Segundo a Polícia Civil informou ao G1 na tarde desta quarta-feira (12), um Termo Circunstanciado foi instaurado para apurar o caso, por se tratar de crime considerado de menor potencial ofensivo.
O Boletim de Ocorrência foi registrado como ameaça e prática de ato de abuso a animal.
O caso
De acordo com as informações contidas no Boletim de Ocorrência, a vítima, que é policial militar, cria em sua casa um cão da ração pastor alemão, animal de grande porte, o qual fica preso no quintal, por ser feroz.
Ao lado da casa do policial, mora uma senhora que é irmã do suspeito.
Segundo o documento, o agressor foi limpar o quintal da casa de sua irmã e afirmou que o animal teria avançado contra ele.
Essa versão foi contestada pela vítima, de 34 anos, pois o cão estava preso em seu quintal, no Centro da cidade.
Sob o argumento de que o animal teria avançado contra si, o suspeito se armou com um facão e desferiu golpes, causando graves ferimentos no cachorro, conforme o boletim.
O animal foi levado para receber tratamento de um médico veterinário na cidade.
Durante o atendimento da ocorrência, o suspeito fez ofensas pessoais à vítima, utilizando palavras de baixo calão. Ele também xingou o cão e disse que realmente havia lesionado o animal.
De acordo com o boletim, o suspeito estava visivelmente embriagado.
Na Delegacia da Polícia Civil, o agressor passou a fazer ameaças à vítima, em tom desafiador, dizendo ainda que o dono do cão se preparasse porque “agora seria entre ambos”, segundo o boletim.
Após o registro da ocorrência, o suspeito, que é operador de máquina, foi liberado.
Investigação
A Polícia Civil informou ao G1 nesta quarta-feira (12) que o proprietário do cão já prestou depoimento.
Fotos da agressão também foram anexadas à investigação.
Os dois policiais militares que atenderam a ocorrência devem prestar depoimento como testemunhas ainda nesta semana. Já o suspeito deve ser ouvido na próxima semana, segundo a polícia.
A Polícia Civil também aguarda um laudo do veterinário que prestou atendimento ao animal para concluir a investigação.
De acordo com o artigo 32 da lei federal 9.605, que baseou o registro da ocorrência, praticar ato de abuso, maus-tratos, ferir ou mutilar animais silvestres, domésticos ou domesticados, nativos ou exóticos tem pena de detenção de três meses a um ano e multa.
Já para o crime de ameaça, previsto no artigo 147 do Código Penal, a pena é de um a seis meses de detenção ou multa.

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