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quarta-feira, 25 de março de 2020

Enfermeiros são hostilizados no transporte: "Sai do vagão"

Na visão dos agressores, profissionais de saúde estariam disseminando o novo coronavírus

Movimentação no Hospital Antonio Giglio, no centro de Osasco(SP), nesta terça-feira, 17 de março
oto: MYPHOTO PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO / RAPHAEL POTENZA

Enquanto internautas organizam aplausos coletivos para profissionais de saúde, que estão na linha de frente do combate ao coronavírus, parte da população que utiliza o transporte público em São Paulo vai na contramão e discrimina médicosenfermeirosfisioterapeutasauxiliares e técnicos de enfermagem.

O Conselho Regional de Enfermagem de São Paulo (Coren/SP) recebeu no mês de março 20 denúncias de agressões, na maioria verbais, contra esses profissionais em ônibus, trens e metrôs. Na visão dos agressores, os profissionais de saúde estariam disseminando a doença.

As denúncias mais comuns envolvem o impedimento do profissional uniformizado de entrar no vagão dos trens e metrôs. Profissionais ouvem frases como "sai do vagão, seu doente", "você não vai entrar aqui e passar doença" e "sai de perto que você vai me contaminar". Isso aconteceu com duas funcionárias da equipe da enfermeira Caroline Padovani, que atua em um hospital de grande porte de São Paulo.

O episódio ocorreu no fim da tarde de quinta-feira, na Estação São Joaquim do Metrô, na zona sul paulistana. "Duas enfermeiras não conseguiam entrar no vagão porque as pessoas diziam: 'Vocês não vão entrar e passar doença'. Foi necessária a intervenção de seguranças", conta a profissional de 32 anos.

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