Páginas

Pesquisar este blog

sábado, 9 de maio de 2020

Daniel, Teló, Zezé e Luciano, entre outros cantores românticos, fazem lives no Dia das Mães e contam intimidades das suas

Daniel e a mãe, Maria Aparecida Foto: Reprodução de Instagram
Naiara Andrade
Todas as Fotos: Arquivo pessoal
Mães são o amor da cabeça aos pés. Nada mais poético, portanto, do que homenageá-las com lives de músicas românticas, geralmente suas prediletas. O EXTRA convidou cantores nesse estilo, que celebrarão essas mulheres especiais pelas redes sociais, para apresentarem suas maiores fãs, sangue do seu sangue. Duro para eles vai ser disputar a atenção delas com o Rei Roberto Carlos (dom, às 15h, na Globo e no YouTube) e com Leonardo e seu filho Zé Felipe (dom, às 17h, no YouTube)... "Acho que não vamos dividir, mas somar público nesse lindo dia. O que vai acontecer é que os fãs vão pesar o sentimento por um e por outro artista para decidir qual live acompanhar, quando os horários coincidirem. Mas Roberto Carlos é hors concours! É capaz de a gente parar de fazer nossa própria live para assistir à do Rei", brinca Luciano Camargo.
Perto, mas longe
Live Daniel - Dom, às 15h45, no YouTube e na Band TV
“Maria Aparecida Cantador Camillo é o nome de uma das minhas maiores incentivadoras. Fã, minha mãe guarda tudo sobre a minha carreira. Acho que, do repertório que canto, 'Romaria', 'Estou apaixonado' e 'Renova-me' são as preferidas dela, que gosta muito de músicas que trazem mensagem. Dona Cida passou a vida se doando ao meu irmão mais velho Gilmar, que é totalmente dependente (ele é especial). Cuidou dele e da casa por muito tempo sozinha. E é uma mulher muito simples. Pra ela, um abraço de presente significa muito. Mas também adora planta, flores. Gosto sempre de presenteá-la com plantas, flores e sapatos. Nessa quarentena, eu a tenho visto pouco e de longe, embora moremos perto. Ela se incomoda. Não sei o que é pior: se ficar sem ver ou ver sem poder abraçar, beijar e comemorar a presença dela. Mas preciso preservá-la. Vamos comemorar pela live”.
Zezé Di Camargo e Helena
Zezé Di Camargo e Helena Foto: Reprodução de Instagram
Um filho de Helena
Live Zezé Di Camargo e Luciano - Dom, às 19h, no canal do YouTube da dupla
“‘No dia em que saí de casa’ é um hino em homenagem à minha mãe e a todas as outras. Mulher guerreira, amorosa, de fé inabalável. Se eu tive uma professora de música, foi ela. Lembro dela lavando roupa numa bica d’água, cantando, e eu com uma gaitinha tentando acompanhar. Seu maior sonho era uma casa própria, e eu e Luciano pudemos presenteá-la com uma que tinha piscina e tudo. Estamos longe há dois meses, por causa dessa pandemia, mas continuamos perto do coração. Ela vai se emocionar com a nossa live, tenho certeza. Quero surpreender, cantando não só os clássicos de Zezé e Luciano, mas também coisas inusitadas. Vai rolar Roberto Carlos e, se bobear, sai até algo do Bob Dylan”.
Luciano Camargo com Helena e Marlene: duas mães
Luciano Camargo com Helena e Marlene: duas mães Foto: Arquivo pessoal
Mãe, só tem duas
“Tenho o privilégio de ter duas mães: Helena e Marlene, irmã que me criou como filho desde os seus 9 anos. Já adulto, a vida me deu a oportunidade de ser um pouco pai dos filhos dela, retribuir esse amor. Helena é sinônimo de fé; Marlene, de doação. Minha mãe responde tudo com passagens bíblicas, tem os joelhos calejados de tanto orar. Ela e Marlene são superafinadas, viajavam juntas para evangelizar em igrejas no interior do Nordeste. Hoje, moram juntas, em Goiânia. Marlene virou mãe dos meus pais. Antes do sucesso, eu me lembro de um Dia das Mães em que dei um quadro simplesinho, azul, de presente para Helena, com um poema. Eu o comprei numa feira hippie e levei a uma loja, pedindo para a vendedora embrulhar. Quando entreguei, falei: 'Mãe, é um presente simples, mas um dia eu vou dar para a senhora uma casa'. Isso marcou muito ela. Anos depois, além da casa, vieram tantos presentes... No começo da carreira eu adorava lhe dar anéis. Uma vez, dei um de brilhante, escrito 'Jesus'. Ela é apaixonada por Jesus”.
Elymar Santos e Amelly
Elymar Santos e Amelly Foto: Arquivo pessoal
Um neto de presente
Live Elymar Santos - Dom, às 17h30, nas redes sociais do cantor
“O maior presente que minha mãe Amelly ganhou foi no dia 12 de maio de 1985. Era um Dia das Mães e eu adotei Thiago, meu filho, dando um neto a ela. Esta semana, eu teria três shows em Recife (PE), onde ela mora, e passaríamos a data juntos. Mas nossa comemoração será essa live que vou apresentar diretamente da Igreja da Penha, símbolo religioso do lugar onde passei a infância com ela e ainda hoje vivo. Mamãe é afinada. Ela é da Igreja Messiânica e participava do coral de lá. No início, incentivar mesmo a minha carreira, ela não incentivava. Mas não foi por maldade. É que a vida era difícil, ninguém sabia se aquilo daria certo. A gente precisava de um resultado imediato, alimento na mesa para comer. Ela brigava muito comigo. Tivemos muitos problemas... Eu fugia de casa, pulava a janela, ela rasgava a minha roupa... Esse tipo de coisa. Mas teve uma hora, quando comecei a cantar nos bares, que ela viu que não tinha jeito. E comecei a vencer os programas de calouros, os festivais estudantis. Ali ela se tornou a minha maior fã. Fora que ela influenciou, mesmo que inconscientemente, o meu gosto musical eclético, porque ouvíamos o popular e o clássico nas rádios da época”.
Jorge Vercillo e a mãe, Yeda
Jorge Vercillo e a mãe, Yeda Foto: Arquivo pessoal
Ouvidos exigentes
Live Jorge Vercillo - Dom, às 17h, no canal do YouTube do cantor
“Minha mãe Yeda é professora primária, mas dança e costura muito bem. Ela fez várias roupas para mim no meu início de carreira, quando eu cantava na noite. E também é muito exigente musicalmente. Às vezes, me ouve cantar e fala: ‘Ah, meu filho, você estava com a voz meio cansada, né?’. Sempre que estou preparando um novo disco, marco um encontro com ela e apresento as músicas novas e até as não finalizadas. A verdade é que a família da minha mãe tem muita musicalidade. A irmã dela, Leda Barbosa, era cantora nos tempos da Rádio Nacional. E foi a minha Tia Leda que me colocou na aula de violão, que me levou para a música. Eu comecei tocando violão nos bares e cantando perto dela. ‘Trem da minha vida” é uma canção que fiz pra minha mãe e vai estar na live. Vou trazê-la pra acompanhar tudo de perto. Ela mora no Leme, onde cresci, e eu na Barra, mas já passou uns dias aqui em casa nesta quarentena porque tem um espaço a céu aberto maior, onde ela pode pegar sol. Aderi ao distanciamento social, e essa aproximação se faz de forma segura. Acho que estar perto de um familiar também traz uma imunidade maior, pela questão emocional”.
Daniel Boaventura e Solange
Daniel Boaventura e Solange Foto: Arquivo pessoal
Amor poliglota
Live Daniel Boaventura - Sáb, às 19h, nas redes sociais do cantor
“Minha mãe, Solange, tem uma voz linda, é muito afinada e estudou piano na juventude. Tocava muito bem. Mas ela se formou em neolatinas e trabalhou como professora de francês. Adora as músicas em italiano que canto e não abre mão dos clássicos (em inglês) de Frank Sinatra. É uma fã do filho (risos)! Infelizmente, estamos longe: eu em São Paulo, passando a quarentena com minhas duas filhas, e ela na Bahia, minha terra natal. Mas falamos todo dia por celular. Acho que o presente que ela mais gostaria de ganhar hoje seria a minha presença física. No ramo que eu trabalho, viagens são praticamente uma exigência. Atuei durante muito tempo em televisão, cinema, shows e teatro musical. Às vezes, fazia os quatro ao mesmo tempo. Ficava cada vez mais difícil encontrá-la. Lembro-me que a nossa programação favorita no Dia das Mães era sairmos em família para almoço e/ou jantar. E que uma vez lhe dei um retrato de meu pai feito a lápis por um grande artista amigo meu, e ela adorou”.
Michel Teló e Leonila
Michel Teló e Leonila Foto: Arquivo pessoal
Confiança à prova
Live Michel Teló - Dom, às 13h, no canal do cantor no YouTube e no canal Bis
“O nome da minha mãe é Leonila, mas gosta de ser chamada de Nina. Ela saiu da roça com 22 anos. Roça mesmo, no Rio Grande do Sul, onde ela e os 12 irmãos plantavam tudo para o sustento da família. Quando ela e meu pai foram para Medianeira (PR), onde nasci, ele abatia o gado e ela cuidava do açougue. Depois, no Mato Grosso do Sul, abriram uma padaria. Ela sempre gostou do comércio. Até hoje, tem lojas de confecção. Minha mãe me deixava tocar em bailes com 12 anos, das 23h às 4h. Com 13, eu fazia parte de uma banda e viajava 700km em ônibus de linha. Era muita confiança dela, em Deus e em mim! E Dona Nina é afinada, canta bonito! Está passando a quarentena na fazenda no Pantanal. Neste Dia das Mães, de manhã cedinho, eu, Thaís (Fersoza, mulher do cantor), as crianças e meus sogros vamos acompanhar a missa, como fazemos todo domingo. Na hora da live, vou cantar ‘Fogão de lenha’, música que minha mãe sempre me pede e com a qual eu me apresentei aos 7 anos, no colégio, numa das primeiras vezes em que subi num palco. Essa transmissão vai ser emocionante, tenho certeza! E depois vamos emendar num almoção comemorativo”.

Nenhum comentário:

Postar um comentário