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terça-feira, 30 de junho de 2020

Mercedes terá carro preto na F1 como parte de campanha antirracista

Escuderia abandonará momentaneamente cor prata que a identifica historicamente em apoio à luta contra a discriminação racial

Divulgação
Mercedes passa a ter carro pintado de preto na F1 para marcar posição contra o racismo
A Mercedes anunciou nesta segunda-feira (29) que utilizará carros na cor preta durante toda a nova temporada da Fórmula 1, que começa no próximo domingo (5), em Spielberg, na Áustria.
A equipe de Lewis Hamilton, atual campeão da categoria e voz mais representativa do mundo da velocidade com relação às questões raciais, abandonará momentaneamente a cor prata que identifica historicamente a escuderia, em uma iniciativa de apoio à luta antirracista.
Além da nova pintura, os veículos de Hamilton e de seu companheiro, Valtteri Bottas, terão a mensagem "End Racism" (acabe com o racismo, em inglês) no protetor de cockpit.
Segundo a Mercedes, o movimento Black Lives Matter (vidas negras importam, em inglês) acendeu a luz sobre a necessidade de se posicionar a favor do combate ao racismo.
Recentemente, Lewis Hamilton foi às ruas de Londres e participou de manifestação contra o racismo, uma entre tantas que surgiram ao redor do mundo desde a morte de George Floyd, um norte-americano negro de 46 anos que foi assassinado por um policial branco em Mineápolis, nos Estados Unidos.
Hamilton, que levou um cartaz com a inscrição "Black Lives Matter", também cobrou que seus colegas de F-1 se posicionem mais no combate às questões raciais.
"Racismo e discriminação não têm lugar em nossa sociedade, no nosso esporte ou na nossa equipe. Esta é uma crença central na Mercedes", afirmou Toto Wolff, chefe da equipe, em um comunicado.
"Esperamos utilizar nossa voz e nossa plataforma global para pedir por respeito e igualdade, e a Flecha Prateada correrá na cor preta por toda a temporada 2020 para mostrar nosso compromisso com uma maior diversidade na nossa equipe e no nosso esporte", completou Wolff.
A Mercedes afirmou que apenas 3% de seus funcionários se identificam como parte de grupos de minorias étnicas, além de somente 12% serem mulheres.por FolhaPress


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