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segunda-feira, 29 de junho de 2020

Nova aposta do jornalismo do SBT, Darlisson Dutra comemora boa fase na carreira

Reuber Diirr  RD1

Darlisson Dutra
Darlisson Dutra é a nova aposta do SBT no jornalismo (Imagem: Reprodução / Instagram)
Darlisson Dutra é uma das novas apostas da emissora de Silvio Santos. O mineiro, que já passou por vários momentos dentro do canal, vem se destacando no jornalismo do SBT. Darlisson foi escalado recentemente para cobrir Carlos Nascimento no maior e principal telejornal da rede, o SBT Brasil, ao lado de Rachel Sheherazade.
Além disso, o jornalista segue atuando em várias frentes e vem mostrando que não tem medo de encarar desafios em sua carreira. Dutra conversou com o RD1 e contou algumas curiosidades de sua trajetória e como se sentiu ao saber que encararia boas oportunidades na emissora.
Confira:
RD1: Como foi o convite para apresentar o SBT Brasil e substituir o Carlos Nascimento? Quem te deu a notícia, o que você sentiu? Conseguiu dormir aquela noite?
Darlisson Dutra: Foi um dia intenso como nenhum outro. Eu estava fazendo as entradas ao vivo do Primeiro Impacto, dentro da redação, quando a Cilene Frias, Chefe de Redação, me chamou e disse que precisaria de mim para apresentar o SBT Brasil daquela quinta-feira. Assim que acabou o Primeiro Impacto eu fui pra casa e só pensava numa coisa: precisava dormir porque estava acordado desde às 3 da manhã. Que é quando me levanto pro trabalho.

Não sei como consegui me desligar com tamanha responsabilidade que me havia sido dada. Cochilei um pouco, já me levantei e voltei pro SBT. Coincidentemente foi o dia da demissão do ex-ministro da saúde, Luiz Henrique Mandetta. Tive que chegar mais cedo, fiz o Plantão SBT com a coletiva ao vivo, tudo no improviso, chamando entrevista ao vivo e exclusiva com o Bolsonaro. Vários boletins ao longo da tarde. Então, quando chegou a hora de apresentar o SBT Brasil eu já estava, digamos, com os motores aquecidos. Não deu tempo de sentir o frio na barriga. Foi na pressão mesmo. E deu tudo certo.
RD1: Você atua como repórter de rua. Já almejou ser âncora de um telejornal?
Darlisson Dutra: Nunca! Eu confesso que sempre gostei da rua, pela oportunidade de conhecer pessoas e histórias novas todos os dias. Mas você não gosta de algo até provar. E foi bem isso que aconteceu. Hoje eu consigo ver um futuro pra mim na apresentação. O que antes não acontecia. Mas não é algo que me tira o sono.
Acho que ainda tenho muito a contribuir na rua e me sinto preparado também para ocupar um lugar na bancada quando necessário. Mais do que nunca, em tempos como esse, você tem que ser capaz de desempenhar várias funções, ser inclusive não apenas multitarefa, mas multiplataforma. E eu sinto que cada dia sou mais as duas coisas.
RD1: Como é substituir o Carlos Nascimento no SBT Brasil?
Darlisson Dutra: Ocupar a função dele é algo absurdamente difícil. Digo isso porque substituí-lo é impossível. A história que ele construiu no jornalismo poucos profissionais algum dia vão construir. O tanto que eu o admiro não está escrito. Então é algo que nem penso sobre, senão certamente me tremeria toda vez que sentasse naquela bancada.
RD1: E trabalhar ao lado de Rachel Sheherazade? Como são os bastidores antes e depois do jornal?
Darlisson Dutra: Eu e a Rachel temos nos tornado mais próximos a cada dia. Antes o contato era mais difícil porque os horários raramente batiam. Agora, na mesma redação, na mesma bancada, a gente tem oportunidade de se conhecer melhor. A gente conversa sobre tudo. De política à cinema, de música a receitas de bolo. E cada vez admiro mais a pessoa e a profissional que ela é.
RD1: Sabe-se que o “glamour” do vídeo é resultado de muito trabalho por trás das câmeras. Além de apresentar, quais outras funções você faz na produção do telejornal?
Darlisson Dutra: Olha, digamos que eu sou uma espécie de coringa. Aquela pessoa que você pode contar em qualquer função, em qualquer dia e qualquer horário. Então, seja como repórter fazendo matérias para o SBT Brasil, ou reportagens especiais para o Primeiro Impacto. Ou nas entradas ao vivo. Nas coberturas, viagens, grandes reportagens. Ou apresentando o extinto SBT Notícias, o Jornal da Semana e agora o SBT Brasil. Ou seja, se você ligar sua TV a qualquer momento dia, pode ser que eu esteja lá. Risos…
RD1: Já está famoso quando anda pelas ruas? E em Pingo D’Água (MG)?
Darlisson Dutra: Ah, as pessoas sempre me reconhecem. ‘Ah, te vi no jornal’. ‘Gostei do que você falou sobre aquele assunto’. Estou sempre conversando com os telespectadores na rua. E percebo que eles realmente se importam com o nosso trabalho. E eu faço questão de escutar, porque só assim podemos ter um feedback real do que fazemos todos os dias. Bom, quanto a Pingo D’Água… Uma cidade de apenas 4.000 habitantes, não tem como escapar. Quando chego lá, sempre vem alguém na casa dos meus pais, ou me encontra na pracinha e fico ali conversando. Eu sou lá exatamente a mesma pessoa que sou em qualquer lugar. Chinelo de dedo, bermuda, camiseta e batendo papo. Não sou famoso. Sou conhecido e sinto que as pessoas se sentem bem em falar comigo.
Darlisson Dutra
Darlisson Dutra é a nova aposta do SBT no jornalismo (Imagem: Reprodução / Instagram)
RD1: Quais suas referências no jornalismo? Vale nomes de outras emissoras de TV ou rádio, online, impresso etc.
Darlisson Dutra: Eu tenho ídolos em todos os meios. Do rádio à revista. Mas vou falar hoje dos que me inspiraram a ser o profissional que sou hoje na TV. Eu sempre gostei de um belo texto jornalístico de TV. Então tenho entre meus ídolos nomes como Pedro Bassan, Neide Duarte, Celito Esteves (com quem tive a honra de trabalhar) entre outros. Dos apresentadores, William Bonner e o próprio Carlos Nascimento. Além de tantos outros nomes que moldaram o profissional que sou hoje.
RD1: O SBT Brasil tem visto sua audiência crescer no horário. Agora, vocês estão concorrendo com o Jornal da Record e um pouquinho com o Jornal Nacional. Como você vê essa concorrência?
Darlisson Dutra: Eu acho que o jornalismo está crescendo de uma maneira geral. Talvez porque as pessoas tenham percebido que num momento como esse informação de qualidade é realmente importante. Tivemos a estreia da CNN Brasil que tem registrado não apenas ótima audiência, mas apresentado conteúdo de qualidade. A GloboNews cresceu muito. E na TV aberta o show de cobertura nessa pandemia é notável. Cada emissora com suas fontes, seu modo de contar as histórias e o telespectador se identifica com cada uma delas. E o SBT tem uma conexão com a família brasileira que dita o tom do nosso jornal.
RD1: Como você analisa o jornalismo posto à prova em meio às fake news?
Darlisson Dutra: É o trabalho redobrado que temos. Desmentir fake news e ainda noticiar a informação verdadeira. É um trabalho árduo, mas nos comprometemos todos os dias a lutar contra isso.
RD1: Falando de futuro, quais os seus próximos passos após o retorno de Carlos Nascimento ao telejornal?
Darlisson Dutra: O SBT Brasil já tem um substituto à altura, o Marcelo Torres. Extremamente competente e com uma experiência no jornalismo que vai além dos tempos em que foi correspondente internacional. Acho que o jornalismo do SBT pode se orgulhar de dizer que está bem servido de apresentadores: homens e mulheres. Eu continuo sendo aquele coringa, ou aquele jogador que o técnico pode usar em qualquer posição. Ele pode não ser o especialista da área, mas dá conta do recado quando exigido.

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