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domingo, 23 de agosto de 2020

De frente para a TV: 'Novo mundo' não combina com o atual momento dos brasileiros


Domitila (Agatha Moreira) é humilhada ao ser expulsa do teatro, em "Novo mundo"
Domitila (Agatha Moreira) é humilhada ao ser expulsa do teatro, em "Novo mundo" Foto: Raquel Cunha/Rede Globo/Divulgação
Foto: Raquel Cunha/Rede Globo/Divulgação
Foi ao ar essa semana uma das cenas mais icônicas de “Novo Mundo”: a sequência em que Dom Pedro (Caio Castro) proclama a independência do Brasil depois das articulações políticas de Leopoldina (Letícia Colin) e Bonifácio (Felipe Camargo). Na época da exibição original, a cena foi o destaque do capítulo do dia 7 de setembro e fez muito sucesso, chegando a ficar entre os assuntos mais comentados nas redes sociais. Nesta versão especial, a sequência foi ao ar quase um mês antes e fez o mesmo barulho de quatro anos atrás. Os nomes da novela, de Caio e de Letícia foram parar nos Trending Topics do Twitter, uma novidade durante a reprise de “Novo Mundo”, que não registra audiência tão boa quanto “Totalmente Demais” e “Fina estampa”.
Mas como um sucesso como a trama de Alessandro Marson e Thereza Falcão anda capengando nos números nesta nova exibição? É fato que a novela é boa, bem feita, bem dirigida e bem escalada. Não é à toa que ganhou até uma continuação, “Nos tempos do imperador”, a próxima das seis. “Novo Mundo”, no entanto, parece não combinar com o atual momento vivido pelos brasileiros. Apesar de ter algum gracejo com o núcleo de Elvira (Ingrid Guimarães), Germana (Vivianne Pasmanter) e Licurgo (Guilherme Piva), a história é séria, escura, soturna e até suja. É uma novela, digamos, mais baixo astral que as duas outras escolhidas para serem reprisadas. Por mais perfeita que seja artisticamente, é uma obra que não arranca um sorriso do telespectador. Talvez isso explique o sucesso de “Totalmente Demais”e “Fina estampa”. Apesar de a trama de Aguinaldo Silva ter envelhecido mal, ela é puro entretenimento, é galhofa, é deboche. Nesse sentido, a escolha de “Flor do Caribe” para substituir “Novo Mundo” foi acertada. A história protagonizada por Grazi Massafera é solar, alegre e vai fazer o público viajar para lugares paradisíacos sem sair do sofá. E isso é tudo que o brasileiro precisa neste momento de tensão.
Estreia com papel de bad boy em novela
Henri Castelli em
Henri Castelli em "Esplendor" Foto: Rede Globo/Divulgação

Foto: Rede Globo/Divulgação
Mocinho de “Flor do Caribe”, Henri Castelli ficou nacionalmente conhecido ao interpretar o bad boy Dino, na novela “Esplendor”, em 2001. O personagem, apesar do seu jeitinho marrento, chamava atenção da mulherada com aquele cabelo anos 50 e todo modernão. O cara tocava o terror na trama e fazia o maior sucesso na época. O vilãozinho foi o primeiro papel de Henri na telinha, que antes havia feito uma pequena participação na minissérie “Hilda Furacão”.
Clima divertido mesmo a distância
Fábio Porchat, que foi o primeiro a investir nas lives no início da quarentena, continua mestre em levar entretenimento para o público neste período. No “Que história é essa, Porchat?”, gravado no meio da pandemia, o apresentador consegue manter o clima divertido mesmo a distância.
Max tem carisma e história própria
Max, papel de Pablo Sanábio, é um personagem muitíssimo bem construído em “Totalmente Demais”. Apesar de o assistente de Arthur (Fabio Assunção) ser caricato, Max tem carisma, história própria e ainda é muito bem defendido pelo ator.
Trama mais atual do que nunca
Max é responsável por muitas cenas cômicas da novela das sete, mas também brilhou na sequência em que é agredido por pitboys homofóbicos e quando os pais preconceituosos o visitam. Aliás, a trama de Rosane Svartman e Paulo Halm está mais atual do que nunca.
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