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sábado, 15 de agosto de 2020

Em alta, valor dos combustíveis deve continuar subindo
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Foto: Arquivo

Causas deste aumento, explica o sócio-proprietário da rede de postos Prudentão, estão relacionadas, principalmente, ao acompanhamento de tendências do mercado internacional
PRUDENTE - MARCO VINICIUS ROPELLI/ O Imparcial Presidente Prudente
Um tema que vez ou outra tem dividido os assuntos do dia com a Covid-19 é o preço dos combustíveis neste ano de 2020. Começou em vertiginosa queda e, agora, com sucessivos aumentos, buscando retomar o patamar dos valores que antecediam o período da pandemia. De 22 de maio até ontem, todos os combustíveis registraram aumento médio nos postos pesquisados pela reportagem em Presidente Prudente. O litro do diesel subiu 13,9%; do etanol, 14,5%; e da gasolina teve 14,1% de aumento.
Ao somatório dos últimos três meses, segundo o sócio-proprietário da rede de postos Prudentão, Lourivalter Gonçalves, ainda não está inserido o reajuste de 4% para a gasolina e de 2% para o diesel nas refinarias, anunciado nesta semana pela Petrobras e com vigência desde quinta-feira. Lourivalter afirma que, devido a uma concorrência que pratica preços abaixo do mercado em Prudente, até ontem, a maioria dos postos da cidade não havia repassado os quase R$ 0,10 deste aumento recente para o consumidor, situação que, conforme ele, é prejudicial aos empresários do ramo.
Devido a uma concorrência que pratica preços abaixo do mercado em Prudente, até ontem, a maioria dos postos da cidade não haviam repassado os quase R$ 0,10 deste aumento recente para o consumidor
De acordo com a “Agência Brasil”, esse foi o sexto aumento consecutivo do diesel no ano. Já o reajuste da gasolina ocorre após redução de 4% no preço, registrada em julho passado, depois de nove altas.
“Com o aumento de 2% [ou o equivalente a R$ 0,04 por litro], o preço médio do diesel da Petrobras para as distribuidoras passou a ser de R$ 1,87 por litro. No acumulado do ano, a redução do preço é de -19,9%. Já o preço médio da gasolina para as distribuidoras, com o aumento de 4% [ou R$ 0,07 por litro], passou a ser de R$ 1,72 por litro. No acumulado do ano, a redução do preço é de -10,4%”, pontua a agência de notícias.
Tendência é de mais aumento
Lourivalter afirma que, ontem, a cotação do barril de petróleo no mercado internacional estava em US$ 45, enquanto em 22 de maio (data da pesquisa anterior) era US$ 36 e, no início do ano, por conta das disputas pelo controle do mercado petrolífero entre Rússia e Arábia Saudita e a redução do consumo de combustíveis pelas medidas de isolamento social ao redor do mundo, chegou a custar apenas US$ 20.
Com a reação do mercado internacional às quedas sucessivas no primeiro quadrimestre do ano, o empresário acredita que os aumentos se tornarão corriqueiros. Além disso, os estoques mundiais de petróleo, que estavam acumulados, começam novamente a baixar pela volta das atividades em diversos países, nos quais, a pandemia do novo coronavírus já deu certa trégua – entre os quais, o maior consumidor de petróleo do mundo, os Estados Unidos.
Outra variável, segundo Lourivalter, irá impactar o diesel. A soja, matéria-prima do biodiesel, teve um aumento relevante de preço. Como na composição do combustível há 12% de biodiesel, o repasse da alta ao consumidor será inevitável e ocorrerá nos próximos dias.
Sobre o etanol, que também registrou aumento na cidade, Lourivalter afirma que continuará a subir, não por conjunturas internacionais, mas pelo preço nas bombas da região ser “impraticável”, devido à concorrência supracitada

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