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domingo, 23 de agosto de 2020

Velhos conhecidos

Clássico entre Palmeiras e Santos opõe técnicos ligados aos dois clubes

Cesar Greco/Ag. Palmeiras
Luxemburgo, hoje no Palmeiras, é o terceiro técnico com mais troféus na história santista
Primeiro clássico paulista no Campeonato Brasileiro de 2020, o duelo entre Palmeiras e Santos, neste domingo (23), às 16h, no Morumbi, opõe técnicos que construíram carreiras com fortes ligações a ambas as equipes. A partida será realizada no estádio do São Paulo porque o Allianz Parque receberá no mesmo horário um evento de drive-in com exibição da final da Liga dos Campeões.
Treinador do time alviverde, pelo qual conquistou oito títulos, incluindo o Paulistão deste ano, Vanderlei Luxemburgo é também o terceiro técnico com mais troféus na história santista, com quatro taças, empatado com Muricy Ramalho. Lula, que tem 21, e Antoninho, 6, lideram a lista.
Sob o comando de Luxemburgo, o Santos viveu seu melhor momento em 2004, ano em que a equipe tinha em seu plantel jogadores como Elano, Diego e Robinho e conquistou o Brasileirão.
Mas nem só com glórias se construiu essa relação. Entre as passagens do comandante pela Vila Belmiro, a terceira e última, no ano de 2009, foi marcada por um divórcio entre as partes nada amigável.
Enquanto a torcida pressionava por sua saída, conselheiros reclamavam das declarações sobre Neymar, principalmente quando ele chamou o atacante de "filé de borboleta", devido ao porte físico franzino do atleta à época.
No ano seguinte, ele voltou à Baixada Santista, mas como rival, à frente do Atlético-MG, e foi hostilizado por torcedores, fato que o deixou magoado. "Depois de tudo o que fiz por esse clube, ser xingado, achincalhado, cuspido, é duro", disse na época, antes de afirmar que nunca mais voltaria a trabalhar no Santos. Esse ressentimento só se amenizou recentemente, quando ele inclusive foi procurado pela diretoria para um possível retorno, que não se concretizou.
Já no time alviverde, no qual está em sua quinta passagem, Luxemburgo fez parte de um dos períodos mais vitoriosos da história do clube, na década de 1990, sobretudo nos primeiros anos da era Parmalat, parceria que durou de 1992 a 2000. Ele comandou o time nas conquistas do bicampeonato brasileiro (1993 e 1994), no título do Rio-São Paulo (1993) e em três Paulistas (1993, 1994 e 1996).
Atual técnico do Santos, Cuca poderia ter feito parte do esquadrão alviverde nas primeiras conquistas de Luxemburgo. Ele estava no time palmeirense em 1992, quando ainda era jogador, mas deixou o clube depois de disputar 24 jogos, transferindo-se justamente para o Santos.
Ao sair do Palmeiras, acabou perdendo a chance de participar da campanha do alviverde no Estadual de 1993, que tirou o clube de um jejum de 17 anos sem títulos.
Já como treinador, foi justamente Cuca que ajudou o time alviverde a sair de outro longo jejum, em 2016, quando a equipe voltou a conquistar o Campeonato Brasileiro depois de 22 anos na fila.
No histórico geral de conquistas, o atual treinador alviverde leva vantagem, com 25 títulos, contra 8 de Cuca.
Atualmente, contudo, Luxemburgo vive um momento mais turbulento. Apesar da conquista do Campeonato Paulista, o futebol apresentado pelo Palmeiras desde a retomada dos torneios depois da paralisação provocada pela pandemia tem desagradado aos torcedores.
Na temporada, a equipe só venceu um jogo contra times da Série A do Brasileiro, justamente na última rodada, contra o Athletico por 1 a 0. O resultado, novamente sem apresentar bom futebol, não livrou o treinador das críticas.
Cuca foi contratado antes do início do Brasileiro pelo Santos, para substituir Jesualdo Ferreira, e não tem nem um mês de trabalho, mas conseguiu tempo para respirar com duas vitórias seguidas: 3 a 1 contra o Athletico e 1 a 0 diante do Sport, fora de casa.

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