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domingo, 13 de setembro de 2020

De frente para a TV: A teledramaturgia mostra a evolução da sociedade, mesmo que de forma sutil


Raquel e Fred, em "Mulheres apaixonadas"
Raquel e Fred, em "Mulheres apaixonadas" Foto: Rede Globo/Divulgação
Foto: Rede Globo/Divulgação
Na última reprise de “Por amor” no “Vale a pena ver de novo”, ano passado, descobrimos que Eduarda (Gabriela Duarte) não era tão chata como achávamos em 1997, quando a novela foi ao ar pela primeira vez. Mimada, sim, ok. Mas muitas atitudes dela eram reação ao machismo e ao autoritarismo de Marcelo (Fabio Assunção). Esse, sim, um personagem amado há mais de 20 anos e insuportável na última reprise. Hoje, seria inimaginável torcer pela felicidade de Marcelo com Eduarda depois de tudo que ele aprontou com a mulher. O mesmo acontece com “Mulheres apaixonadas”, que está no ar no Viva. Em 2003, quando a história de Manoel Carlos foi originalmente exibida, não se ouviu rebuliço com a trama envolvendo Raquel (Helena Ranaldi) e Fred (Pedro Furtado).
A relação deles foi tratada como uma história de amor, mas hoje seria bastante problematizada. E com razão. Raquel parece uma psicopata cega pelo rapaz antes mesmo de ver o rosto dele. A professora o viu nadando de costas numa piscina e chegou a escrever o nome dele no espelho de um banheiro. Apaixonada? Não. Obcecada é a melhor palavra. Nas redes sociais, muitos telespectadores “de primeira vez” se chocaram com a sequência, que passou quase despercebida há 17 anos. Depois, é inevitável que se defenda a professora, que é agredida pelo ex-marido. Mas a forma como a trama foi conduzida é assustadora. Da mesma forma, uma fala de Helena (Christiane Torloni) deixou o público boquiaberto: a protagonista, diretora de uma escola, contou a história de um professor que abusou de uma aluna de 14 anos e insinuou que a menina provocou ao usar roupas muito curtas. Uma fala horrorosa, ainda mais vinda da protagonista da novela. É claro que, na época em que a novela foi exibida, esse tipo de abordagem era mais comum e, por isso, choca mais hoje do que no passado. Que bom que o público mudou e percebeu que esse discurso é, sim, bem problemático. Por isso, as novelas são tão importantes para mostrar a evolução da sociedade, mesmo que de forma sutil.
Atriz foi uma Helena sem nunca ter sido
Por causa do imenso sucesso da veterinária Cintia, em “Laços de família”, e por sua química com José Mayer (o antipático Pedro da novela), Helena Ranaldi foi escalada para ser destaque de “Presença de Anita” e dividir a cena com o ator novamente. Mas a personagem da minissérie de Manoel Carlos tinha nome composto: Lúcia Helena. E assim a atriz não foi alçada ao posto de ser uma das nove “Helenas” do autor. Uma pena, já que Ranaldi teve um desempenho excelente na obra, ao lado de Zé Mayer e Mel Lisboa.
uma vilã sempre muito original
Flávia Alessandra se despede de “Êta mundo bom!” como um dos grandes destaques da reprise, assim como aconteceu na exibição original da novela. Sempre valorizada por Walcyr Carrasco, a atriz deu a Sandra seu toque de talento, que não faz lembrar nenhuma outra vilã feita por ela.
Streaming precisa melhorar muito
O Viva divulga em toda a sua programação que o telespectador “assista também pelo Vivaplay”. Só que “Sassaricando” estreou na última terça e, no dia seguinte, ainda não estava disponível. Aliás, há duas semanas “Malhação” não tem sido postada. Nas redes, o lamento de quem assiste é geral.
'A fazenda’ tem muitos desconhecidos
O elenco de “A fazenda” é repleto de pessoas desconhecidas. O reality poderia assumir que é como o “BBB”, que escolhe anônimos, ou que mescla celebridades com quem não é do meio artístico. Querer que o pública engula que são todos pessoas famosas é demais.
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fonte:https://extra.globo.com/

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