Páginas

Pesquisar este blog

sexta-feira, 11 de setembro de 2020

Supermercados culpam população pelo aumento no preço do arroz
Indispensável na mesa do brasileiro, o arroz está virando artigo de luxo na mesa de muitas famílias brasileiras. O preço do alimento, que já está nas alturas, deve subir ainda mais. E a culpa, segundo a Apas (Associação Paulista de Supermercados), é da própria população.
© Marcelo Camargo/Agência Brasil
Em entrevista à Folha, o presidente da instituição, Ronaldo dos Santos, afirmou que o povo estaria consumindo demais, o que seria o fator determinante para a subida do preço.
Relatos nas redes sociais apontam que um pacote de cinco quilos de arroz, normalmente vendido a cerca de R$ 15, agora chega a custar R$ 40 nas gôndolas dos supermercados. Ronaldo nega que “tem gente comprando pacote de R$ 40”, e afirma que a média do produtos é R$ 20.
O dirigente da associação de supermercados diz ainda que, se o consumo não diminuir, o varejo terá de acessar novos estoques e um repasse às gôndolas seria inevitável.
De acordo com dados do IPCA (Índice de Preços para o Consumidor Amplo) de agosto, divulgado na quarta-feira, 9, pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o arroz registrou valorização de 19,2% no ano.
Em 12 meses, a alta do preço do arroz chega a 100%, segundo levantamento do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP.

Tabelamento do preço do arroz

Ontem, o representante dos supermercadistas participou de reunião com integrantes da Secretaria de Agricultura de São Paulo, da cadeia produtiva de alimentos e com o Procon-SP, que vai fiscalizar a disparada nos preços de produtos da cesta básica.
Ronaldo dos Santos diz que é unânime entre os supermercadistas a opinião de que não deve haver qualquer tipo de tabelamento de preço e acenou com a possibilidade do desabastecimento se forem criadas o que ele chama de “regras artificiais”.

Dólar e auxílio emergencial

A previsão não é nada otimista para os próximos meses. Como estamos na entressafra, os preços tendem a continuar a subindo até o início de 2021.
Especialistas apontam a alta do dólar e o auxílio emergencial como responsáveis pela escalada de preços do produto.
Com a moeda americana muito valorizada em relação ao real, a venda ao exterior se torna uma forte concorrente do mercado interno, já que é mais vantajoso vender o produto lá fora. Como consequência, a oferta interna da mercadoria diminuiu.
Na outra ponta está o auxílio emergencial, que injetou milhares de reais na economia brasileira nos últimos meses, garantindo recursos para famílias. Com a alta na procura, os preços tendem a subir.
Outro fator destacado é a safra de arroz menor neste ano, ao mesmo tempo em que a procura no país pelo produto cresceu durante a pandemia.
A queda na quantidade de arroz armazenado entre uma safra e outra também tem contribuindo para o aumento de preços. Há uma década, o volume de arroz guardado na entressafra era de 2.500 toneladas, índice que caiu 80%, para 500 toneladas na temporada atual, segundo dados do IRGA (Instituto Rio-grandense do Arroz).

Governo diz que não haverá desabastecimento

Na quarta,  a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, afirmou que não vai faltar arroz no mercado. “O arroz não vai faltar. Agora ele está alto, mas nós vamos fazer ele baixar, se Deus quiser vamos ter uma supersafra no ano que vem”, declarou.
Em entrevista à CNN Brasil, a ministra também disse que o governo não fará nenhum tipo de intervenção nos preços dos principais alimentos da cesta básica brasileira, como arroz, feijão, leite e óleo de soja –produtos que têm apresentado forte inflação nas últimas semanas.
““Estamos vivendo uma situação de transição, é uma questão pontual e que vai passar. O governo não vai fazer nenhuma intervenção em preços de mercado, o que estamos fazendo é monitoramento constante”.

Patriotismo

Na semana passada, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) pediu “patriotismo” aos supermercados para segurar os preços de itens da cesta básica. “Estou pedindo um sacrifício, patriotismo para os grandes donos de supermercados para manter na menor margem de lucro”.
Catraca Livre
fonte:msn

Nenhum comentário:

Postar um comentário