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quinta-feira, 10 de setembro de 2020

“Um vizinho me molestou em troca de balas. O trauma ficou até hoje”
“Meu abusador era um vizinho que gostava de brincar com as crianças e nos dava bala. Ele era pescador. Eu tinha 9 anos e estava brincando na rua com as outras crianças quando ele apareceu e chamou todo mundo para distribuir as balas. Eu morava nas palafitas da minha cidade, no subúrbio de Salvador. Fiquei no final da filha e quando chegou minha hora, tinha acabado. Ele me disse que era pra ir até o pátio dos barcos que lá ele tinha mais bala.
© Palmiro Domingues/Getty Images
Na inocência, eu fui. Quando percebi, ele já estava me despindo e me levando ao banheiro. Ele me abaixo e, por trás, começou a passar o pênis em mim. Notei uma hora que um líquido branco saiu dele. Aí ele me disse para vestir a roupa, me deu balas e me avisou que eu não deveria falar com ninguém sobre aquilo.
Eu era uma criança, muito inocente, só anos depois fui entender o que tinha acontecido. Ele sumiu depois daquilo. Tenho 7 irmãos e nunca contei para eles ou para minha mãe, apenas para um ex-namorado, porque precisava desabafar. Ficou um trauma enorme na minha vida, me tornei frígida. Falar com esse meu ex amenizou um pouco o sofrimento, mas até hoje, aos 41 anos, quando ouço algo sobre o assunto entendo que a sociedade é omissa. Não faz nada para ajudar as crianças ou impedir que isso aconteça.”
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A partir de agora, CLAUDIA mantém esse canal aberto e oferece acolhimento para quem quiser libertar as palavras e as dores que elas carregam. Fale com CLAUDIA em falecomclaudia@abril.com.br.
*Nome trocado a pedido da personagem
Cláudia
fonte:msn

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