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sexta-feira, 11 de setembro de 2020

'Vamos combater desinformação com educação', afirma corregedor do TRE

Parceria entre Tribunal Regional Eleitoral e a OAB-SP discutiu temas importantes para a democracia, como as fake news


Mentiras: um dos cuidados do eleitor nos próximos dois meses
No webinário Direito Eleitoral Digital, realizado recentemente, em parceria do Tribunal Regional Eleitoral (TER) e OAB-SP, o vice-presidente do TRE e corregedor Regional Eleitoral, desembargador Paulo Sérgio Brant de Carvalho Galizia, afirmou que "a Justiça Eleitoral está combatendo a desinformação com informação e educação". O magistrado falou também das campanhas sanitárias que vêm sendo implementadas e destacou a importância da do pleito para o aprimoramento da democracia. Ele participou do painel sobre fake news.
No webinário, os convidados discutiram temas como proteção de dados pessoais, desinformação e o uso da internet no processo eleitoral e nos tribunais.
Ainda sobre desinformação, o professor Diogo Rais disse que prefere a expressão "notícias fraudulentas", pois contêm em si a falsidade da informação, a potencialidade de dano e o dolo na sua disseminação.
O expositor também elogiou a edição do art. 9º da Resolução TSE nº 23.610/2019, que trata da desinformação na propaganda eleitoral.
Na mesa virtual sobre proteção de dados pessoais, o juiz Mauricio Fiorito, membro do TRE, afirmou que, apesar dos desafios que o tema suscita, a Justiça Eleitoral tem buscado se adaptar aos novos cenários digitais por meio de leis e das resoluções que são editadas a cada novo pleito.
Tratando dos processos eleitorais na era digital, o advogado Alexandre Rollo informou sobre uma pesquisa da Reuters Digital, segundo a qual 84% dos brasileiros se mostram preocupados com a disseminação de informações falsas na internet. "É uma notícia alvissareira. Esperamos que isso se traduza na redução do compartilhamento de notícias falsas no período eleitoral."
Para o advogado Marcelo Andrade, o conceito de anonimato não se ajusta mais à realidade da internet, já que hoje é possível identificar o provedor e o usuário por meio do IP do computador. Ele também alerta para a inversão do ônus da prova de quem divulga conteúdo falso, que terá de provar em juízo que fez a checagem do conteúdo antes de repassá-lo.
Expositor na última mesa de debates, intitulada "A internet em debate nos tribunais", o juiz assessor da Presidência do TJ-SP, Fernando Tasso, alertou para o cuidado que se deve ter com dados pessoais dos cidadãos, para que sua liberdade de decidir não seja manipulada e para evitar um clima de polarização política e facilitação dos discursos de ódio.

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