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domingo, 18 de outubro de 2020

 

De frente para a TV: O tom humanizado de 'Sob pressão - Covid' focou ainda mais na relação entre médicos e pacientes


Marjorie Estiano e Julio Andrade em "Sob pressão"
Marjorie Estiano e Julio Andrade em "Sob pressão" Foto: Rede Globo/Divulgação

 Foto: Rede Globo/Divulgação

Não há na história recente da TV um programa com o tamanho prestígio de “Sob pressão”. Elogiadíssima pela crítica e pelo público, a série disputou todos os prêmios nacionais que existem e levou Marjorie Estiano a ser indicada ao Emmy pela sua interpretação da doutora Carolina. A versão especial “Covid” não é diferente. Nem parece que os dois episódios sobre a pandemia foram feitos às pressas. A Globo construiu um hospital de campanha em menos tempo que muitas cidades pelo Brasil e com bastante perfeição — o que já é característica do “Sob pressão”. Os profissionais envolvidos na produção merecem todos os aplausos possíveis, já que não deve ter sido nada fácil colocar no ar — de forma brilhante, aliás — uma atração em meio ao caos com tanto cuidado e protocolos de segurança. Autores, elenco, diretores, produtores e demais profissionais técnicos foram muito corajosos. O texto, que já era riquíssimo, ficou ainda mais emocionante nessa versão. Os dois episódios — que valeram por uma temporada inteira — foram impactantes e necessários.

O especial reverenciou os profissionais de saúde no meio desta batalha contra um vírus ainda desconhecido, com muita garra, humanidade e resistência. Apesar de o coronavírus ter sido o tema principal, a produção optou por um tom bem humanizado, focando ainda mais na relação entre os profissionais e os pacientes. Foi sensata a decisão de não haver crítica política, debate sobre cloroquina e afins. A discussão sobre a falta de recursos e o fato de médicos terem que escolher quem vai viver ou morrer não foram novidades da pandemia e já era tema da série nas temporadas anteriores. Além das atuações emocionantes de Marjorie, Julio Andrade (Evandro) e Pablo Sanábio (Charles), teve destaque Roberta Rodrigues no papel da enfermeira Marisa. Mesmo por trás da máscara, a atriz conseguiu emocionar na trama envolvendo sua personagem. Ravel Andrade, que interpretou o Evandro mais jovem, também foi um ganho enorme e podia voltar na próxima temporada em mais flashbacks.

Música cantada por Marjorie foi hit

A estreia de Marjorie Estiano aconteceu em “Malhação”, que ficou no ar entre 2004 e 2005. Natasha, a personagem da atriz, era a vocalista da Vagabanda, banda musical de destaque na novela. Cantora na vida real, Marjorie soltava a voz na trama, e a canção “Você sempre será” fez bastante sucesso nas rádios na época. Essa temporada, aliás, chegou a marcar média de audiência de 42 pontos, com picos de 49; números dignos de novelas das nove.

Ela domina o palco como poucos

Na TV desde criança, Angélica é de uma naturalidade rara em frente às câmeras. No comando do “Simples assim”, a loura prova — mais uma vez — que nasceu para isso. A melhor parte da atração é quando Angélica interage com as pessoas no estúdio. Aí ela domina a cena completamente.

Programa que faz dormir leve e feliz

Excelente a ideia de a Globo exibir o “Que história é essa, Porchat?” depois do “The voice”. O programa é original, tem causos divertidíssimos e é um alento neste momento. Impossível não dormir mais leve depois de dar umas boas risadas assistindo às histórias da atração.

Papo parece ser feito na sala de casa

Fabio Porchat é mestre em deixar seus convidados à vontade e sempre sabe a hora de intervir para contar suas próprias peripécias. A impressão que se tem é que todos estão nas salas de suas casas, tamanha é a naturalidade com que o apresentador conduz o papo.


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