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segunda-feira, 5 de outubro de 2020

“Depois de me beijar e me tocar, meu primo de 13 anos tentou me estuprar”

 



© Palmiro Domingues/Getty Images


“Fui abusada por dois primos aos 10 anos. Um tinha 13 e o outro 12 anos. O de 13 era alto e parecia mais velho – não só de tamanho, mas no caráter. Ele era muito malicioso. O de 12 era tão ingênuo quanto eu, e acho que nem tem consciência do que fez.

Os dois eram de outra cidade e foram nos visitar com seus respectivos pais. De dia tudo correu bem e brincamos como as crianças que éramos, mas à noite nossos pais saíram e nos deixaram sozinhos. Minha irmã tinha 6 anos e assistiu tudo sem entender, embora hoje ela se lembre do ocorrido.

Meu primo de 13 começou pedindo para me beijar. Eu era muito tímida, mas aceitei. Foi bem estranho porque eu nunca tinha feito aquilo antes e achei bastante nojento. Lembro que ele enfiou a língua na minha boca e ficou mexendo de um lado para o outro. Eu estava quase sem fôlego quando ele parou.

Depois me pediu para deitar na cama e começou a passar a mão pelo meu corpo. Eu me sentia desconfortável, mas como não entendia nada, fiquei lá parada. Esse primo incentivou o de 12 a fazer o mesmo, e logo os dois estavam passando a mão em mim.

Tudo que eu pensava era que aquilo era estranho. O de 13, que era mais ousado, até sugou meus seios, coisa que eu também achei nojenta. Ele também incentivou o outro a fazer o mesmo e logo estavam sugando meus seios, um de cada lado e passando a mão na minha vagina.

Eu me lembro como se fosse ontem. Depois de passar a mão, o de 13 sugeriu me penetrar. Não usou essa palavra, claro. Disse apenas que ‘tinha que colocar o pênis dele no meu buraquinho’. Eu estava com muito medo nessa hora. Mesmo sem ter muita noção do que era sexo, entendi o que ele queria fazer.

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O primo de doze não quis tomar parte e ficou ao lado da minha irmã, só olhando e rindo. O de 13 colocou a genitália dele pra fora e insistiu que eu olhasse. Eu estava com muita vergonha e olhei de relance. Meu receio me salvou. Insisti que não queria e me vesti novamente.

Ele ainda insistiu que eu tocasse o pênis dele, mas eu não quis. Muito tempo depois é que fui entender o que aconteceu. Por causa disso, um tempo depois eu fiquei viciada em pornografia. Era uma curiosidade de saber o que era aquilo, como funcionava.

Foi, sem dúvida, a pior época da minha vida. Hoje, aos 22 anos, estou liberta desse vício. Ainda vejo esse primo nas reuniões de família. Ele se casou e tem uma filhinha. Nunca mais consegui ficar à vontade perto dele e nunca mais falamos sobre o que aconteceu.

Contei para a minha mãe apenas ano passado. Falei sobre tudo e ela chorou muito. Infelizmente, é tarde demais para mudar o passado. Sei que não foi minha culpa, mas queria que minha mãe tivesse me falado sobre relacionamento sexual e abuso. Talvez, se eu soubesse, nada daquilo teria acontecido.

Escrever sobre isso é uma libertação, porque sei que não estou sozinha. Espero que um dia eu me case com alguém que me ame e respeite meu corpo. Sou uma pessoa feliz e me livrei de toda a culpa e dor. Posso viver livre de tudo isso. Agradeço pela liberação desse canal e desejo que outras meninas possam se libertar contando suas histórias. Novamente obrigada, me sinto mais leve!”

A partir de agora, CLAUDIA mantém esse canal aberto e oferece acolhimento para quem quiser libertar as palavras e as dores que elas carregam. Fale com CLAUDIA em falecomclaudia@abril.com.br.

*Nome trocado a pedido da personagem



fonte:msn

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