Páginas

Pesquisar este blog

quinta-feira, 22 de outubro de 2020

É falso que vacina de laboratório chinês matou mais de 2 mil voluntários


Circula nas redes sociais um texto afirmando que a Coronavac, vacina ainda em fase de desenvolvimento contra a Covid-19 teria matado mais de 2 mil pessoas. A imunização é produzida pelo laboratório chinês Sinovac. Segundo a publicação que circula nas redes, o governador de São Paulo, João Doria, vai obrigar os paulistas a tomarem uma vacina que “matou mais de 2 mil pessoas” e que “altera o DNA”.

Essas informações são falsas. Diferentemente do que afirma o texto compartilhado no Facebook, a Coronavac não foi testada na Inglaterra. As duas primeiras fases de testes foram realizadas apenas na China. Já a terceira fase, está sendo realizada também no Brasil, na Indonésia e na Turquia. Segundo informações do Instituto Butantan, nenhum dos voluntários que receberam a vacina apresentou efeitos adversos graves até o momento.

Também não é verdade que a vacina tenha causado a morte de mais de duas mil pessoas por “efeitos adversos”. Apesar de os resultados dos testes ainda não terem sido divulgados em revistas científicas,  algumas informações disponibilizadas no site da empresa mostram que, entre os  em 743 voluntários das duas primeiras fases de testes, nenhum apresentou efeitos colaterais adversos graves.

A Sinovac, responsável pelo desenvolvimento da vacina, anunciou em setembro os resultados de testes da terceira fase, que foram realizados com 50 mil voluntários na China.  No país apenas 5% dos voluntários apresentaram efeitos colaterais que, em quase todos os casos, se resumiram a foram dores no local de aplicação, febre baixa e fadiga. Em apenas 0,03% dos casos, efeitos adversos mais graves, como febre alta, foram registrados. Não existem registros de registro de mortes ou sequelas permanentes causadas pela vacina.

Ainda é errado afirmar que “essa será a primeira vacina da história da humanidade a mexer com o nosso DNA”. A Coronavac, que já está em fase de testes clínicos no Brasil, está sendo desenvolvida a partir de amostras do vírus inativo, o que é uma técnica tradicional de imunização.

Conteúdo de fact-checking do PaiPee.

Nenhum comentário:

Postar um comentário