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domingo, 8 de novembro de 2020

Consumo de carne vermelha pode estar associada ao câncer, diz estudo

 

Kauê Vieira


Se uma alimentação saudável é a base para prevenção da maioria das doenças e da manutenção de uma vida com saúde de modo geral, conforme pesquisas avançam cada vez mais se confirmam os malefícios da carne vermelha para nosso corpo.

Especialmente em um alimento hoje repleto de aditivos e outras químicas, já são diversos os estudos que conectam o consumo de carne vermelha ao aparecimento de doenças – e uma nova pesquisa publicada na revista BMC Medicine demonstra que o aumento do consumo dessa proteína amplia também o risco de câncer, especialmente colorretal.

Realizado por pesquisadores da Universidade de Tel Aviv, em Israel, e do Centro de Pesquisa Epidemiológica e Estatística Sorbonne Paris Cité, na França, o estudo sugere que o aumento do risco de câncer proveniente do consumo de carne vermelha estaria no ácido N- glicolilneuramínico (Neu5Gc), em evidência ainda provisórias a serem confirmadas por novas pesquisas.

Encontrado principalmente em carnes e laticínios e outros alimentos advindos de mamíferos, o Neu5Gc é um carboidrato ou açúcar que não é sintetizado pelo ser humano – logo, pequenas quantidades desse ácido se acumulam em nossas células, disparando anticorpos e provocando, a longo prazo, inflamações e até cânceres.

“Durante anos houve esforços para encontrar essa conexão, mas ninguém a fez. Aqui, pela primeira vez, fomos capazes de encontrar uma ligação molecular graças à precisão dos métodos usados para medir os anticorpos no sangue e aos dados detalhados dos questionários de dieta franceses”, afirmou o cientista Veder Padler-Karavani, um dos autores do estudo.

“Encontramos uma correlação significativa entre o alto consumo de Neu5Gc de carnes vermelhas e queijos e o aumento do desenvolvimento desses anticorpos que aumentam o risco de câncer”. A descoberta, portanto, se soma a outros estudos prévios e amplia a confirmação científica de que o consumo de carne vermelha e laticínios, ao aumentar o nível do ácido, aumenta também as chances do desenvolvimento da doença.

Esse não é, segundo pesquisadores, o único fato que liga o consumo de carne ao câncer – a gordura, os mutagênicos ou compostos químicos produzidos quando do cozimento da carne, assim como os aditivos e conservantes também agravam tal conexão. O estudo partiu de dados coletados pela pesquisa francesa NutriNet – Santé de 19.621 adultos, sobre informações alimentares, quantidade de Neu5Gc mas também de análises sanguíneas de 120 participantes

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