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domingo, 1 de novembro de 2020

 DMULHER

Isis Valverde revela bastidores da gravação de 'Amor de Mãe': 'Estamos cercados de cuidados'

Atriz também comemora a reprise de 'A Força do Querer': 'Ritinha era muito desafiadora'



Isis ValverdeReprodução
POR JULIANA PIMENTA
Rio - Ainda em isolamento social, Isis Valverde já retoma aos poucos sua rotina. Parte do elenco de ‘Amor de Mãe’, a atriz voltou às gravações da trama das 21h, interrompida com a chegada da pandemia no Brasil. “Está sendo de fato uma experiência. Estamos cercados de cuidados no set, trabalhando com equipe reduzida, tudo para garantir a segurança dos profissionais envolvidos”, garante Isis, que comemora a volta ao convívio dos colegas e dá alguns spoilers de como a novela vai abordar a pandemia. 
“Estou muito feliz de voltar ao trabalho, rever os colegas e retomar essa história, que ainda guarda muitas surpresas. A pandemia não só teve impacto na nossa maneira de trabalhar, como também na história de estamos contando, já que vamos abordar o coronavírus na trama. Acho isso importante, mostra como a arte não está descolada da realidade. Justamente por isso arte e cultura são tão relevantes, são maneiras de a gente fazer sentido do mundo a nossa volta”, defende.

Saudades do mar

Enquanto ‘Amor de Mãe’ não volta a ser exibida - a previsão é de que a trama só seja liberada em 2021 -, é possível matar a saudade de Isis em ‘A Força do Querer’. A novela, que reprisa na faixa das 21h, é um marco na carreira da atriz. “Ritinha foi minha primeira protagonista das nove e era uma personagem muito desafiadora. Primeiro pelo jeito livre dela. Rita era uma mulher que seguia seus impulsos e lidava com as consequências deles depois. É uma entrega muito grande ao presente, ao momento. E, segundo, que ela era uma sereia! Eu interpretei uma sereia com cauda e tudo que tinha direito”, brinca.

Apesar de ter ficado feliz com a volta da novela de 2017, Isis acredita que não vai ter tanto tempo para matar as saudades. Mesmo assim, a atriz revela que tenta não ser tão crítica quando reassiste a algum trabalho seu. “Como eu já voltei a gravar ‘Amor de Mãe’, não sei o quanto vou conseguir acompanhar, mas quero rever sim. Na hora de me rever em cena, acabo achando que poderia fazer diferente, melhorar aqui e ali. Mas não me maltrato por isso. Tento entender que naquele momento fiz tudo que estava ao meu alcance. É normal que com o passar dos anos o jeito de fazer o trabalho se refine, se apure. Então, quando me revejo em cena, tento só aproveitar”, conta.

Histórias marcantes

Além de falar sobre transexualidade e tráfico de drogas, ‘A Força do Querer’ também foi marcada por outros temas curiosos. Um deles, claro, era a relação da menina sereia com o mar. Isis lembra com carinho de toda estrutura. “Nadar com os botos foi uma experiência inesquecível! É muito impressionante. Eles são muito dóceis, amorosos, reconhecem a gente. Foi muito especial. As cenas da Ritinha como sereia foram todas muito especiais, colocar a cauda, aprender a me movimentar com ela. As sereias fazem parte do nosso imaginário. Colocar aquele figurino me transportava para outro lugar!”.

Do figurino, aliás, as lembranças não são só bosa. “Foi um processo intenso de preparação. A cauda que eu usava era muito pesada e dentro d’água ficava mais ainda. Fiz aulas de apneia e consegui evoluir e ficar até dois minutos em apneia em movimento, mas comecei com 12 segundos. E em estática consegui ficar quatro minutos. Foi uma dedicação grande, achei no início que não conseguiria. Foram duas horas de treino por dia durante três meses”, recorda a atriz.

Legado feminista

Sereia ou não, ‘A Força do Querer’ inspirou debates sobre a inclusão e resiliência feminina. Isis acredita que esse é um dos pontos altos da trama. “Eram histórias muito fortes, personagens muito bem construídos. Isso cativa o público, que acompanha, torce, reflete. Foi uma história que trouxe mulheres em personagens muito potentes, as mulheres eram a força que movimentava a trama, tanto elas individualmente quanto as relações entre elas. Foi bom ver além da questão da rivalidade feminina, mostrar uma história em que as mulheres são amigas, mesmo que tão diferentes. Acredito que isso também instigou o público”, destaca Isis, que discorda da ficção em um aspecto específico.

Mãe de Rael, nascido no final de 2018, a atriz brinca que, na novela, ser mãe era bem mais tranquilo. “Aprendi que a maternidade na vida real é bem diferente da ficção (risos)”.


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