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quinta-feira, 19 de novembro de 2020

 

ngélica contou ter tido menopausa precoce; saiba o que é e como tratá-la

Ginecologista explica como cuidar da falência ovariana prematura (FOP)

Helena Gomes, com supervisão de Vivian Ortiz

Ginecologista explica como cuidar da falência ovariana prematura (FOP)
Angélica falou como se sentiu ao descobrir que tinha menopausa precoce - Instagram/ @angelicaksy

menopausa é um assunto recorrente entre as mulheres na faixa dos 45 anos, mais ou menos a época em que costuma acontecer a falência ovariana, como é conhecida oficialmente a perda natural da função dos ovários. Tal mudança, porém, pode chegar mais cedo do que deveria, levando ao surgimento d menopausa precoce, ou seja, a falência ovariana prematura (FOP).

O assunto veio à tona quando Angélica, de 46 anos, deu uma entrevista à colunista do jornal ‘O Globo’, Patrícia Kogut, na última semana, contando ter passado pela experiência. Para a apresentadora, tudo é diferente do que se imagina.

“O que descobri foi que as pessoas não falam muito desse período da mulher e, quando falam, acham que é o fim. E não é. Na verdade, vi que é normal e que você tem formas de viver muito bem. Porque existem formas de driblar os sintomas”, declarou.

AnaMaria Digital decidiu desmistificar esse tema tão pouco falado, mas que afeta cerca de 1% das mulheres com menos de 40 anos.

O QUE É A MENOPAUSA PRECOCE?
O ginecologista e obstetra Geraldo Caldeira, da Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia, explica que ela acontece, basicamente, quando os óvulos da mulher acabam antes dos 40 anos de idade. Assim que nascem, todas as mulheres têm uma quantidade fixa e limitada de folículos nos dois ovários.

“Quando ela começa a menstruar, essa ‘cestinha’ de óvulos vai esvaziando. Exatamente por isso que idade e quantidade de óvulos são tão importantes. Teoricamente, ela tem que entrar na menopausa depois dos 40 anos, mas algumas mulheres acabam entrando mais cedo”, explica.

QUAIS SÃO AS CAUSAS?
De acordo com o especialista, o uso por completo dos óvulos antes do período esperado é causado por alguns fatores. O principal seria o fato de a mulher nascer com uma quantidade menor do que ela deveria.

Além disso, a falência ovariana prematura (FOP) também pode acontecer, entre outros motivos, quando existe a necessidade de realizar um procedimento para retirar um cisto de ovário ou operar um caso de endometriose, por exemplo. “Pode acontecer dessa cirurgia acabar comprometendo a vascularização do ovário”, explica.

SINTOMAS
As já famosas ondas de calor, o ressecamento da vagina ou a diminuição da libido vão acabar chegando mais cedo do que o esperado. “A paciente também costuma ter irregularidade menstrual, e, às vezes, fica em amenorreia, ou seja, sem menstruar”, lembra o médico.

DIAGNÓSTICO
Caso você tenha alguns desses sintomas e se identifique com o que foi falado até aqui, o próximo passo é marcar uma consulta com o seu ginecologista. Muito provavelmente, segundo Caldeira, o médico vai pedir para fazer um exame de dosagem do FSH e do LH.

“Toda vez que você tem o FSH e o LH maiores do que 20 mUI/mL, você tem uma menopausa”, afirma, adicionando que os hormônios mencionados anteriormente podem chegar a 80 mUI/mL ou até mesmo 100 mUI/mL em mulheres na menopausa.

HORA DO TRATAMENTO
Assim como a menopausa oficial, a prematura também tem um tratamento específico. A ideia é que a paciente não perca qualidade de vida. Para isso, muitas vezes a solução é fazer a reposição hormonal de estrogênios e, às vezes, estrógeno e progesterona.

Além disso, a realização de atividades físicas é essencial para a mulher que está na pré-menopausa ou na menopausa. “Não necessariamente vai melhorar os sintomas, mas ajuda muito em massa óssea, massa muscular e traz vários outros benefícios”, declara.

HÁ CHANCES DE GRAVIDEZ?
Não mais, ao menos de forma natural. Levando em conta que a menopausa precoce só acontece quando há a falência ovariana, ou seja, não existem mais óvulos, o ginecologista esclarece que o único jeito de engravidar é através da doação de óvulos e inseminação artificial.

Conteúdo:Revista Ana Maria

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