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27/12/20

Festas de fim de ano exigem cuidados com os idosos

A imagem pode conter: uma ou mais pessoas, árvore e atividades ao ar livre

Foto: Freepik

Região vivencia um salto expressivo no número de casos da Covid-19, o que serve de alerta para a necessidade de manter o isolamento social

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O fim de ano é um momento aguardado por muitas pessoas que, ao lado dos familiares, celebram as conquistas do ano velho e as projeções para o próximo ano. A região, no entanto, vivencia um salto expressivo no número de casos da Covid-19, o que serve de alerta para a necessidade de manter o isolamento social. Neste final de ano, as famílias precisarão conciliar os encontros com medidas de proteção, sobretudo, quando houver o convívio com idosos que fazem parte do grupo de risco da doença.
O médico geriatra José Eduardo Soares Pinheiro relata que a sociedade viveu um ano turbulento e divergente em relação às orientações de saúde e os idosos, por constituírem a faixa etária de maior acometimento e gravidade da doença, precisaram mudar atitudes e comportamentos como a redução da interação social e o contato intergeracional (que são medidas importantes e essenciais para a redução dos riscos de contágio), mas que, ao mesmo tempo, são fundamentais para a saúde global e o envelhecimento saudável.
O geriatra explica que essas medidas são provisórias e necessárias, mas que é importante entender que a permanência desses hábitos podem trazer impactos emocionais significativos. “É importante ter um equilíbrio ao entender a necessidade de se permanecer com as restrições, mas também manter vínculos emocionais e afetivos familiares mínimos”, destaca.
A orientação reforçada por ele é evitar verdadeiramente as festa familiares e atividades sociais neste momento, principalmente pelo contato mais interpessoal que ocasiona o maior risco de contaminação. “Não é um ano para comemorações”, frisa. Por outro lado, também acrescenta que é importante compreender o simbolismo deste período para os idosos, principalmente, aqueles que vêm de gerações mais antigas e com questões culturais religiosas mais arraigadas. “Eles têm o Natal e a passagem do fim de ano como datas importantes em relação à história de vida de suas famílias, e simplesmente esquecer essas datas provisoriamente pode ser emocionalmente difícil, mesmo que a razão nos imponha isso”.
Como celebrar
Mas, celebrar com cuidados redobrados pode ser uma boa opção. Para isso, o geriatra explica que é possível chegar a um meio termo, talvez não tão festivo, mas algo mais íntimo, de reflexão e de positividade para o novo ano. “Que se faça pequenas festas em grupos familiares reduzidos, de no máximo oito pessoas. Que as pessoas idosas que vivem sob o mesmo teto, que comemorem entre si, uma vez que o contato já existe no seu cotidiano”.
O ideal, segundo José Eduardo, é que celebrem em pequenos grupos, e caso o idoso não tenha contato diário com as pessoas presentes, que se evitem abraços e beijos, e que as questões sanitárias sejam redobradas. O que se deve evitar, segundo o médico, são reuniões de famílias numerosas, o que inclui a presença de amigos, e que são comuns ao longo do final do ano.
De acordo com o geriatra, é importante entender que o isolamento global e total de um idoso ao longo do ano e mais uma vez nessa fase simbólica, também pode ser nocivo em questões depressivas e impactar na sua saúde cardiovascular e, de modo geral, interferir na imunidade e evoluir para o favorecimento de infecções. Por isso, reforça que é importante que esse idoso continue participativo em seu pequeno grupo familiar, e mesmo não sendo possível reunir todos os parentes, filhos e netos, que haja, sim, o contato com um grupo pequeno selecionado mais intimamente para que se consiga manter o vínculo familiar e afetivo, além de renovar a esperança de um ano mais favorável.

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