Páginas

Pesquisar este blog

terça-feira, 29 de dezembro de 2020

 

Gloria Maria e Sandra Annenberg, que apresentam o ‘Retrospectiva 2020’, elegem fatos que mais as sensibilizaram neste ano

Gloria Maria e Sandra Annenberg ficaram emocionadas com a eleição de Kamala Harris à vice-presidência dos Estados Unidos
Gloria Maria e Sandra Annenberg ficaram emocionadas com a eleição de Kamala Harris à vice-presidência dos Estados Unidos Foto: Rede Globo/Divulgação
Naiara Andrade
Foto: Rede Globo/Divulgação

Um ano atípico, que chega ao fim sem nem mesmo ter começado. É essa a sensação de muitos de nós com relação a 2020. No mundo inteiro, um inimigo invisível causou milhões de mortes e arruinou as economias. No Brasil, a crise política colocou a democracia em risco, queimadas destruíram riquezas naturais. Os impactos foram muitos e diversos. Se recapitular os acontecimentos mais marcantes dos últimos 12 meses sempre foi um desafio para a equipe do “Retrospectiva”, imagine desta vez!

— Olha, essa seleção não é nada natural. Porque a equipe (cerca de 30 profissionais da redação do “Globo repórter”) senta com todo o material que foi ao ar, o ano inteiro, no “Jornal Nacional” e assiste. É um trabalho insano! A partir de um fato em si, você tem que ir atrás de imagens para ilustrá-los, sons... Essa costura é muito minuciosa, delicada — detalha a jornalista Sandra Annenberg: — Tem uma negociação do que não pode deixar de ir ao ar, mas é inevitável sofrermos com os cortes. Alguém sempre vai sentir falta de algo que ficou fora...

Nesta terça-feira (29), logo após “A força do querer”, o tradicional especial vai ao ar na Globo, com apresentação de Sandra e Gloria Maria. Paralelamente, o Globoplay disponibilizará uma versão exclusiva da “Retrospectiva 2020”, com cinco episódios: “O ano do vírus”, “O ano da perplexidade”, “O ano da diversidade”, “O ano do fogo” e “O ano da incerteza”, com participações dos repórteres Edney Silvestre, Isabela Assumpção e Renato Machado, além das duas apresentadoras de TV.

— Pela primeira vez, a gente vai fazer dois tipos de retrospectiva. Ambas falando deste ano impossível, que ninguém imaginou — comenta Gloria, contando que a equipe tentou fazer um programa mais leve, apesar de isso ser “tarefa difícil, quase impossível”: — A gente viu tanta violência, de todos os lados e maneiras, tanto com relação à natureza quanto com relação ao próprio ser humano, que tornar isso menos pesado talvez seja tão difícil quanto foi a descoberta da vacina. O que cada um tem dentro de si, a experiência de sofrimento ou de aprendizado que vivenciou, é que vai determinar o olhar para essa retrospectiva. Tem gente que vê o copo que está pela metade vazio; outros, o veem quase cheio.


Sandra e Gloria também experimentaram momentos individuais de “copo cheio” e “copo vazio” neste 2020. E vão levar lições dele para o resto da vida...

— Tive muito medo e passei por reflexões. Entendi o que era prioridade, o que podia ser postergado e o que não faz a menor diferença. As coisas tomaram outras dimensões, se realocaram. Acho que nunca olhei tanto para os outros com aquela sensação de “poderia ser comigo”. Empatia é a palavra de 2020. Se a gente não cuidar da gente, não cuida do outro — afirma Sandra.

Gloria, por sua vez, diz que viveu um ano “controverso”:

— Pelo lado da pandemia, foi terrível; por outro, pessoalmente maravilhoso, porque foi o ano da minha recuperação. Faz exatamente um ano que eu passei pela cirurgia para retirar o tumor do cérebro e estou feliz, inteira, trabalhando, recuperada. Eu tive a certeza de que a vida é aqui e agora.

Das dezenas de fatos importantes narrados na “Retrospectiva 2020”, elas elegem os que mais lhe foram marcantes.

— Fiquei sensibilizada com os movimentos raciais, que fizeram parte da minha adolescência com Angela Davis e os Panteras Negras, e agora minhas filhas acompanham; a eleição de Kamala Harris para a vice-presidência dos Estados Unidos; e a enorme quantidade de crianças mortas por bala perdida no Brasil — diz Gloria.

Sandra completa:

— Ter que encarar, em meio a uma pandemia, governos negacionistas é inacreditável! Está aí, na nossa cara: vidas sendo perdidas aos milhares. Vai negar o que, exatamente? Outra coisa que me pegou foi ver nosso país tropical queimando. Agora, assistir ao discurso da Kamala, foi emocionante. Uma mulher negra e asiática no segundo papel mais importante do mundo! Estamos chegando lá, finalmente!

fonte:https://extra.globo.com/

Nenhum comentário:

Postar um comentário