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terça-feira, 22 de dezembro de 2020

Nascem no Pontal do Paranapanema as primeiras bezerras de trabalho de transferência de embriões

A imagem pode conter: céu, grama, atividades ao ar livre e natureza

Foto: Itesp

Animais são fruto de um programa do governo estadual que busca o melhoramento genético e alavancar a produção leiteira. Até o momento foram confirmadas 91 gestações.
Por G1 Presidente Prudente
Nasceram no Pontal do Paranapanema as primeiras bezerras do trabalho de biotecnologias de reprodução com transferência de embriões com produtores de leite dos assentamentos rurais.
Elas são frutos do Programa Cultivando Negócios, da Secretaria da Justiça e Cidadania do Estado de São Paulo e da Fundação Instituto de Terras do Estado de São Paulo (Itesp), e em parceria com o Condomínio Rural Canto Porto.
A ação busca o melhoramento genético dos animais e alavancar a produção leiteira. As atividades deram início no mês de março e os animais que estão nascendo são da primeira etapa do processo.
Até o momento foram transferidos nas três etapas 226 embriões e confirmadas 91 prenhezes, chegando ao índice de 40%, superior à média mundial que é de 33%.
Os irmãos Anderson, Ademilson e Adriano de Oliveira do Assentamento Palú, em Presidente Bernardes, participam do programa e as primeiras bezerras começaram a nascer na semana passada. Eles fizeram nas duas primeiras etapas 24 transferências de embriões e tiveram 12 prenhezes confirmadas, com uma média de 50%.
“Estamos extremamente felizes com o resultado e com os animais que estão nascendo. Assim que nasce já dá para ver que a genética é muito boa”, disse Adriano.
Na propriedade os irmãos tiram em média 1.300 a 1.500 litros de leite por dia que são comercializados a R$ 2,40 o litro.
Com o trabalho de melhoramento genético eles buscam dar mais qualidade ao gado e alavancar a produção para gerar mais renda familiar e emprego no campo. Além dos três irmãos, mais dois funcionários ajudam no trabalho diário.
Transferência de embriões
Cada etapa dura aproximadamente 80 dias, primeiramente as receptoras são preparadas com protocolo hormonal, depois recebem os embriões fertilizados em laboratório e após 60 dias com um aparelho ultrassom é visto se a vaca está prenha. A gestação em vacas leva entre 280 e 290 dias.
“É um trabalho iniciado esse ano e começa a colher os primeiros frutos. A Fundação Itesp está satisfeita com o resultado alcançado, mas pretendemos dar continuidade e aumentar esse trabalho para melhorar a genética e a produção em todo o Estado”, afirmou Marco Silva, diretor-executivo em exercício da Fundação Itesp.
A transferência é realizada com embriões de doadoras da raça Gir e Girolando, fruto de uma seleção cuidadosa que gerou um exclusivo grupo de doadoras, com sêmen sexado dos melhores touros Holandeses.
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