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segunda-feira, 28 de dezembro de 2020

 

Os melhores momentos da TV brasileira em 2020

Rafa, Thelma e Manu Gavassi: finalistas do “BBB 20”
Rafa, Thelma e Manu Gavassi: finalistas do “BBB 20”
Ramiro Costa

Em 2020, a TV completou 70 anos da primeira transmissão no Brasil. Desde então, ela superou o rádio como maior veículo de comunicação do país, viveu seus anos de soberania absoluta entre as décadas de 70 e 90, e enfrenta hoje a forte concorrência da internet.

No último mês de março, a TV se deparou com um novo problema: a pandemia da Covid-19 fechou estúdios e impossibilitou gravações. Era preciso se reinventar. Atores trabalharam de suas casas, o jornalismo se desdobrou para informar a população sobre o vírus, os reality shows retomaram o papel de protagonistas na programação. E fazer humor em meio às dificuldades de 2020? Seria possível? Não só foi como se mostrou necessário! Nos meses de confinamento, a telinha reafirmou seu papel como grande parceira do brasileiro. O público ganhou com grandes produções, e o Sessão Extra selecionou alguns destaques entre tanta coisa boa. Não foi fácil. Mas algo foi fácil esse ano?

O show da vida fisgou o país

Num ano em que a dramaturgia sofreu com a interrupção de novelas e séries, os reality shows voltaram a se destacar, exatamente duas décadas depois da estreia do pioneiro desse formato no país, o “No limite”. Exibido entre janeiro e abril de 2020, o “Big Brother Brasil” colecionou grandes feitos. O paredão entre Manu Gavassi e Felipe Prior entrou no livro dos recordes como o programa de televisão que recebeu a maior quantidade de votos do público: 1,5 bilhão. O “BBB’’ voltou ainda a pautar discussões entre amigos e parentes. A edição, que juntou pela primeira vez anônimos e famosos, teve como vencedora a médica Thelma Assis. Na mesma onda do reality da Globo, “A fazenda”, da Record, uniu um elenco heterogênio, que foi capaz de colocar fogo no feno. Jojo Todynho, uma das melhores escolhas da produção para entrar no programa, foi a grande campeã. Outro destaque este ano foi o reality “The circle Brasil”, apresentado por Giovanna Ewbank e disponível na Netflix.

Jornalismo: ainda mais necessário

Se o mundo quase parou, as redações de jornais, TV e rádio nunca ficaram tão agitadas. O assunto coronavírus predominou em manchetes e reportagens. O mundo buscava informação, e repórteres, apresentadores e editores estavam na linha de frente para trazer as notícias. As principais emissoras do país mudaram suas grades e ampliaram o espaço do jornalismo. Na Globo, até um programa foi criado especialmente para o tema: o “Combate ao coronavírus”. A criação do consórcio de veículos formado por EXTRA, O Globo, “G1”, “Estadão”, “Folha” e “UOL” foi uma ferramenta para dar mais transparência aos dados de transmissão e mortes causadas pela doença. A vasta e ampla cobertura da GloboNews, com uma programação ao vivo durante boa parte do dia, também se destacou, mostrando como o público estava à procura de jornalismo de qualidade. No campo das grandes entrevistas, destaque para o “Conversa com Bial”, que em 2020, recebeu de Obama a Fernanda Montenegro.

Dramaturgia e emoção à flor da pele

Com diferentes narrativas, a TV nos emocionou este ano. Seja explorando o formato do documentário, como no caso de “Em nome de Deus”, sobre a história do médium João de Deus, desde sua infância até sua prisão por abusos sexuais; ou na mais pura dramaturgia, caso dos dois episódios de “Sob pressão — Especial Covid”, ambas produções do GloboPlay. Quem não chorou com a doutora Carolina (Marjorie Estiano)? Ainda na plataforma de streaming, “As five”, estreia aguardada pelo público que viu as protagonistas em “Malhação — Viva a diferença” (2017/2018), não depepcionou. As meninas cresceram, e seus dramas de gente grande tocaram o telespectador. Na Netflix, “Bom dia, Verônica” foi um soco no estômago ao expor o tema da violência contra a mulher. Na Globo, “Falas negras” deu voz a importantes personagens. Mas talvez a imagem mais forte de 2020 não tenha vindo da ficção, e sim de Ana Maria Braga. A apresentadora, que venceu um câncer no início do ano, viu o “Mais você” ser temporariamente interrompido por causa da Covid-19. Logo após a volta, apresentou o programa no dia seguinte à morte de seu parceiro e amigo Tom Veiga, o Louro José. Ana nos representou em 2020. Forte, resistiu à queda.

Eduardo Sterblitch em seu elogiado talk show
Eduardo Sterblitch em seu elogiado talk show

A leveza do humor que representa resistência

Fazer rir parecia ser uma dura tarefa para humoristas e comediantes em 2020. Mas eles foram brilhantes. O resultado foi uma divertida safra de programas de comédia, em diferentes formatos. O trio Bruno Mazzeo (“Diário de um confinado”), Eduardo Sterblitch (“Sterblitch não tem um talk show: o talk show”) e Marcelo Adnet (“Sinta-se em casa”) brilhou. Os dois últimos, por sinal, tiveram grande repercussão mesmo sem nunca terem entrado na programação da TV aberta. Ficaram restritos ao Globoplay. Um golaço! Outra estreia que merece destaque foi “Amor e sorte”, que pegou casais reais para gravarem na quarentena episódios ficcionais dentro de suas casas. Antigos formatos, por sua vez, se adaptaram ao novo normal e não fizeram feio. Dois bons exemplos foram as novas temporadas de “Que história é essa, Porchat?” e do “Além da conta”, ambos do GNT. Fabio Porchat e Ingrid Guimarães são engraçados e conduziram muito bem as duas atrações, respectivamente.

FONTE:https://extra.globo.com/

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