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01/01/21

 

ALÉM DA CONSEQUÊNCIA ESTÉTICA, ROER UNHA PODE CAUSAR DOENÇAS GASTROINTESTINAIS: VEJA COMO PARAR COM O HÁBITO

Manter as unhas lixadas, feitas e esmaltadas pode ajudar

Raphaela Ramos


Foto: Pixabay/

Raphaela Ramos


Ao mesmo tempo, em meio à pandemia e aos cuidados necessários para evitar o contágio, o ato de colocar as mãos na boca e roer as unhas se tornou um perigo ainda maior para a saúde neste momento, alerta a dermatologista Fabiana Seidl:

— As unhas são locais de potencial acúmulo de micro-organismos, como bactérias, fungos e vírus. Roer as unhas torna a pessoa vulnerável a infecções, incluindo o coronavírus.

Além do risco de contaminação pela Covid-19, o comportamento expõe a pessoa a outros problemas, como a possibilidade de desenvolver infecções gastrointestinais, além de favorecer a inflamação ao redor das unhas.

— Ao colocar as unhas na boca, acabamos ingerindo germes e corremos o risco de desenvolver certos tipos de infecções gastrointestinais. Quando as roemos, também provocamos microtraumas nas cutículas. Muitas pessoas inclusive roem a pele envolta das unhas também, propiciando a entrada de germes e favorecendo a infecção e a inflamação no local, um processo chamado de paroníquia — afirma Fabiana Seidl.

A saúde bucal também fica em risco. A odontopediatra e ortodontista Maria Fernanda Braga explica que roer as unhas prejudica o esmalte dos dentes, podendo desgastá-los, acarretando uma sensibilidade dentária no futuro:

— Além disso, quando se torna um hábito duradouro, a pressão exercida pode gerar retração da gengiva e alterar a mordida. Alguns estudos inclusive relacionam roer as unhas com um risco aumentado de desenvolver bruxismo, condição em que se range os dentes.

Dicas para parar de roer as unhas

Cuide-se - Ao deixar as unhas mais curtas e lixadas, é mais fácil evitar que elas sejam roídas. Valorizá-las, pintando, também pode ajudar.

Observe os estímulos - Hábitos normalmente estão associados a situações. Observar o que provoca o desejo de roer as unhas pode ser interessante para identificar os gatilhos e criar estratégias para desassociá-los.

Substitua - Um hábito é algo que você faz com frequência, quase que involuntariamente. Quando há o desejo de eliminar um hábito, como roer as unhas, substituir o comportamento por outro pode ser um caminho. Você pode, por exemplo, mastigar um chiclete.

Outros prazeres - Ampliar o “repertório” é necessário. É preciso que a pessoa busque outras formas de sentir prazer. E, para isso, ela deve explorar novos comportamentos que não lhe causem mal-estar.

Hábito ou compulsão? - Busque identificar se roer as unhas é um hábito ou uma compulsão, ou seja, se está associada a uma necessidade de obtenção de prazer que nunca vem. Nesse caso, é preciso buscar acompanhamento psicológico profissional.

Produtos amargos - Existem produtos, como esmaltes, com gosto ruim para ajudar quem quer parar de roer as unhas. No entanto, Talitha Nobre alerta que essas estratégias podem amenizar por um tempo, mas, se a prática estiver se tornado uma compulsão, o sintoma vai reaparecer, seja da mesma forma ou desencadeando outros formatos mais graves.

Hidrate-se - Hidratar as mãos é fundamental para evitar que as cutículas fiquem ressecadas e as unhas “desfolhem”. Isso evita que a pessoa tente arrancar alguma pele mais ressecada ou uma parte da unha quebradiça.

Comidas e bebidas - A alimentação equilibrada é essencial para manter as unhas saudáveis. O ideal é manter uma dieta rica em proteínas e com variedade de frutas, legumes e verduras. Alimentos como amendoim, nozes, amêndoas, tomate, ovo, cenoura, couve-flor e fígado podem contribuir para a saúde das unhas.

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