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12/01/21

Alta na arroba do boi sinaliza recuperação do setor em Prudente

A imagem pode conter: atividades ao ar livre e natureza

Foto: Arquivo

No EDR de Presidente Prudente, em aproximadamente um mês, valorização foi de R$ 10
PRUDENTE - GABRIEL BUOSI de O Imparcial de Presidente Prudente
Em aproximadamente um mês, a arroba do boi no EDR (Escritório de Desenvolvimento Regional) de Presidente Prudente teve um aumento de R$ 10, visto que passou dos R$ 264,73 no dia 10 de dezembro, para R$ 275 no dia 7 de janeiro, conforme dados apresentados pelo IEA (Instituto de Economia Agrícola). Para o presidente do Sindicato Rural de Presidente Prudente, Carlos Roberto Biancardi, o aumento no valor pode ser reflexo de uma recuperação do setor, que não deverá repassar as novas cifras para o consumidor final.
“Já era um aumento esperado na verdade. Esse valor já foi praticado anteriormente, e até mais do que isso, beirando os R$ 300, mas houve uma retração e quedas em meses anteriores”. Ainda segundo Biancardi, entre as justificativas para a elevação no valor da arroba do boi está a ausência de animais prontos para o abate, visto que a seca, por exemplo, prejudicou o setor no ano que se passou, de forma que a demanda crescente frente à falta de gado valoriza o produto.
“Não vai ter grandes diferenças para o consumidor, pois ele já estava pagando pelos preços anteriores. Quando houve a baixa no valor isso não foi repassado, então, agora não haverá reflexos significativos”, conforme o presidente do Sindicato Rural.
Visto com bons olhos
O pecuarista João Menezes trabalha há mais de 30 anos com o setor, em sua propriedade que fica em Anhumas. Ele aponta para a reportagem que vê com satisfação a valorização da arroba do boi, já que isso permitirá, por exemplo, investimentos importantes a médio e longo prazo por parte dos pecuaristas. “Tínhamos valores muito defasados e não conseguíamos trazer avanços para o nosso serviço. Há dois ou três anos eram muitos os investimentos que estavam parados, pois a rentabilidade era muito baixa, e não queremos que esse cenário se repita”.
Com a nova margem, melhor e valorizada, o pecuarista acredita que a situação tende a ser superior não apenas para ele, mas para o setor como um todo, que estima um ano de 2021 de preços estáveis e recuperação nas vendas. “Tudo vai depender da economia e do valor do dólar, mas temos que nos manter confiantes”, pontua.

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