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01/01/21

Dermatologista fala sobre principais queixas no consultório em 2020

 

Fornecido por Revista Encontro


A vida virou de cabeça para baixo em 2020 e uma mensagem importante muito difundida foi a de se priorizar o autocuidado. Em termos de atenção com o corpo, para além das questões comuns em outros anos, os meses de pandemia trouxeram queixas específicas para consultórios de dermatologistas.

O uso da máscara, por exemplo, gerou aumento de acne. Já existe até um termo para o fenômeno, "maskne". Segundo Fernanda Trindade, dermatologista membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e especialista em estética, essa acne é causada tanto pela oleosidade, que fica em excesso devido ao abafamento gerado pela máscara, quanto pelo atrito do pano na face, que pode causar mais inflamação. Para lidar com a "maskne", uso de sabonete específico para o rosto, hidratantes leves e, no caso de tratamento, ácidos leves e com bastante cuidado, recomendados por um profissional, pois não é ideal causar mais inflamação.

Outro problema frequente em 2020 foi a queda de cabelo. De acordo com a dermatologista, o estresse pode causar essa queda (e quem conseguiu ficar tranquilo no ano da pandemia, não é mesmo?), bem como a própria Covid-19 pode gerar queda de cabelo aguda característica de momentos de trauma, infecção, entre outros.

Quem passou horas em reuniões remotas também pôde observar muito mais a si mesmo do que em situações normais, em que não ficamos nos vendo "no espelho" a todo momento. Dos pacientes que estão em home office vieram as reclamações sobre os primeiros sinais de envelhecimento, como rugas e flacidez. "Isso foi uma das queixas que mais apareceram", diz Fernanda, para quem 2020 foi um ano em que as pessoas quiseram se cuidar. "Houve aumento de procura por procedimentos, tanto porque as pessoas tiveram mais tempo para se ver quanto para se cuidar", explica.

Mas quem não teve tempo de se cuidar também sempre pode retomar o hábito ou começar de vez, e Ano Novo é uma boa época de planejar novas intenções. Em primeiro lugar, Fernanda indica fazer uma consulta com um profissional para se avaliar como a pele está no momento e, então, identificar-se quais são os melhores produtos para a situação atual. O básico, diz, é o uso de protetor solar, sabonete e hidratante ou creme de tratamento adequados para a pele de cada paciente. E lembra: mesmo em home office, é preciso passar protetor, sim. "A radiação UV entra pela janela e as luzes visíveis de dentro de casa também podem ser prejudiciais, principalmente para quem tem manchas", afirma. Para quem tem trabalhado fora, o protetor é ainda mais imprescindível e deve ser passado aos menos 15 minutos antes de se colocar a máscara.

O importante é uma rotina de cuidado individualizada. "Vejo muita gente querendo fazer rotina de skincare completa, seguindo todos os passos, e então compram um monte de produtos, sendo que às vezes fazem etapas que nem são adequadas para sua própria pele", explica a médica. "O ideal usar poucos e bons produtos indicados para o seu perfil", completa. 

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