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03/01/21

 

O hábito de se comparar: entenda esse comportamento pode afetar sua saúde mental

Crie um mantra, uma oração, com palavras de estímulo e autovalorização

Crie um mantra, uma oração, com palavras de estímulo e autovalorização
Se engaje em grupos em que seja possível se abrir honestamente sobre o problema - StockSnap/Pixabay

Muita gente se queixa com a comparação entre si e outras pessoas, seja no ambiente familiar ou profissional, uma cobrança própria ou de outrem. Primeiro, é preciso dizer que, como espécie, já temos algo inato de competição

O Homo sapiens compete como qualquer espécie animal por território, recursos naturais etc. O ser humano luta por poder, dinheiro, fama... Essa competitividade é normal e, justamente por isso, é importante termos um certo controle sobre as comparações. Do contrário, podemos sofrer. 

Pesquisas sugerem que ocorre uma mudança na atividade cerebral quando buscamos comparação. É nessa hora que julgamos uns aos outros, ou seja, o ato de julgar está intrinsecamente ligado à comparação. E isso interfere no sistema cerebral responsável por uma série de comportamentos que temos, o chamado sistema de recompensa. 

Pode-se notar essas regiões mais ou menos estimuladas conforme as comparações acontecem. A comparação é boa quando ela serve de estímulo para a pessoa melhorar. Quando só serve para baixar a autoestima, então, será prejudicial. 


Sugiro, então, que identifique os gatilhos que lhe fazem pensar que é pior e tente controlá-los. Se possível, leve isso ao psicoterapeuta, ao amigo. Converse sobre como se sente. Claro que um profissional de saúde mental terá mais instrumentos para auxiliar e apontar o caminho mais eficaz. 

Se engaje em grupos em que seja possível se abrir honestamente sobre o problema. Há grupos de autoajuda que promovem encontros virtuais para abordar essa problemática. Criar laços com outras pessoas, particularmente com aquelas compreensivas sobre tais questões. Foque em seus valores, em ser mais gentil consigo mesma. 

Crie um mantra, uma oração, com palavras de estímulo e autovalorização. Apesar da necessidade da distância física, temos que nos envolver, conversar, dividir do jeito que for possível... sempre!

LUIZ SCOCCA É psiquiatra com mais de 20 anos de atendimento em consultório próprio, além da participação em grupos de estudo, congressos e projetos sociais. Formado pela USP e membro das associações brasileira e americana de psiquiatria: ABP e APA.

Conteúdo:Revista Ana Maria

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