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28/01/21

Paralisação!


Uma paralisação  24 horas foi aprovada em assembléia específica do Banco do Brasil realizada no último dia 25. A paralisação ocorrerá nesta sexta feira, dia 29.

Lutamos contra a reestruturação que a direção do banco quer impor que resultará na demissão de 5 mil funcionários, descomissionamento de todos os caixas e no fechamento de 361 pontos de atendimento, entre outras coisas.

Essa paralisação é contra a postura intransigente da direção do BB que não age com transparência e sequer cumpre o disposto no acordo coletivo que prevê a prévia discussão e negociação com os sindicatos no caso de reestruturação como essa.

O Banco do Brasil é público, é dos brasileiros. Não podemos admitir que nenhum governo haja como se fosse o seu dono. Essa falta de transparência e de respeito ao acordo coletivo, nos coloca em alerta e acende muitas dúvidas. Principalmente porque sabemos dos interesses dos bancos privados em limitar as ações do BB. 

Sabemos também que o governo de plantão é privatista. Outros bancos públicos, antes de serem privatizados, no passado sofreram um processo semelhante, com diminuição do quadro de funcionários, descomissionamentos e fechamento de agências. Isso preocupa não só o movimento sindical, como todos os funcionários do banco e os brasileiros, de um modo geral, que só tiveram experiências negativas com as privatizações dos bancos públicos.

Não há motivos plausíveis para uma ação dessas. Muito pelo contrário, há espaço para o crescimento do banco que quebra recordes de lucros a cada balanço. A economia  direcionada a favorecer o mercado financeiro, propicia o seu crescimento, não o enxugamento.

Além disso, o Banco do Brasil tem um papel histórico fundamental como agente fomentador do desenvolvimento econômico social. É inimaginável que qualquer governo queira abrir mão não só dos bilhões e bilhões de lucros do banco que entraram no caixa do país, como também de um órgão federal extremamente importante para a implementação de políticas públicas de desenvolvimento.

Não bastasse tudo isso, estamos acometidos da pior pandemia da nossa história. Não há momento mais inoportuno para ações desastrosas como essa.

A luta pelo Banco do Brasil, . não é só dos sindicatos e dos funcionários, é de todo o povo brasileiro.

Os sindicatos e federações já entraram com várias ações jurídicas questionando tais medidas. O Sindicato de Presidente Venceslau e Região já tem uma ação ganha que garante a incorporação ao salário da comissão de função aos que a recebiam já há dez anos em 2017.

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