Páginas

Pesquisar este blog

12/01/21

 

Sofre com suor e odor excessivos nas axilas? Entenda quais são as principais causas

Até o consumo de determinados alimentos podem contribuir para o problema


O suor não tem cheiro - Banco de Imagem/Pixabay

“Meu filho está com um odor forte nas axilas, coisa que ele não tinha há pouco tempo. Será que isso pode ser sinal de puberdade? T. D., por e-mail 


Vale dizer que o odor axilar surge quando a criança começa a produzir os hormônios da puberdade e ocorre a ativação das glândulas sudoríparas. A puberdade normal pode ocorrer em meninas a partir de 8 anos e, em meninos a partir de 9 anos. No entanto, nem todo odor axilar é sinal de puberdade, outras causas podem ocasionar o mal. 

suor não tem cheiro, mas, quando interage com as bactérias, elas metabolizam as gorduras e as proteínas do suor, gerando, então, substâncias com odor ruim. A produção excessiva de suor, o uso de roupas contaminadas por bactérias e até o consumo de determinados alimentos, como alho, cebola, cominho ou curry, podem contribuir para o problema. 

Uma criança pode se contaminar com bactérias da roupa de um adulto e apresentar odor axilar transitório também. Para prevenir e tratar o cheiro ruim é recomendado lavar e secar o corpo pelo menos uma vez ao dia, principalmente, nas áreas que mais transpiram, como as axilas, raspar ou depilar as mesmas (a eliminação dos pelos diminui acúmulo de suor), não usar roupas suadas, preferir roupas de fibras naturais para permitir a evaporação do suor, evitar alimentos com especiarias e usar desodorantes. 

Os desodorantes podem ser usados quando tiver início o odor desagradável, porém, de acordo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), o produto é recomendado apenas para crianças maiores de 12 anos. 

Isso porque o uso pode causar efeitos adversos. Alguns deles são: irritação local e risco de infecções devido à obstrução da drenagem de glândulas que produzem o suor e manchas na pele.

FERNANDA ANDRÉ Endocrinologista pediátrica, mestre em endocrinologia pela UFRJ. Título de especialista em endocrinologia pediátrica pela Associação Médica Brasileira (AMB).

Conteúdo:Revista Ana Maria 

Nenhum comentário:

Postar um comentário