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12/02/21

 

Bayern vence Tigres e fatura Mundial; Europeus vencem 13ª final das últimas 14 edições

Club World Cup - Final - Bayern Munich v Tigres UANL
Club World Cup - Final - Bayern Munich v Tigres UANL Foto: IBRAHEEM AL OMARI / REUTERS
Extra/Foto: IBRAHEEM AL OMARI / REUTERS

A discussão após a disputa do Mundial de Clubes é repetida: qual equipe deu mais trabalho a um campeão europeu nos últimos anos? No Brasil, o debate entre o Corinthians (campeão em 2012 diante do Chelsea) ou o Flamengo (vice em 2019 contra o Liverpool) ganhou espaço na última edição – sem esquecer, claro, que a equipe paulista foi a última sul-americana a alcançar o almejado troféu. No México, o Tigres se colocou nesse grupo, apesar da derrota por 1 a 0 para o Bayern, nesta quinta-feira, em Doha. Mas a realidade é que os mexicanos foram apenas mais uma vítima do domínio do Velho Continente, que venceu o 13º Mundial das últimas 14 edições.

O gol marcado por Robert Lewandowski, aos 13 minutos do segundo tempo, decretou o oitavo título em sequência para os europeus — o segundo na história do Bayern, que iguala o Barcelona de 2008/2009 como as únicas equipes a conquistarem os seis principaís títulos no mesmo ciclo.

Além disso, a Europa ampliou a vantagem e somou o 34º título contra 26 da América do Sul, entre a extinta Copa Intercontinental e torneio realizado pela Fifa. A edição deste ano chama a atenção porque ao mesmo tempo que o Palmeiras teve a pior campanha de um sul-americano na história, o Tigres levou a Concacaf à decisão pela primeira vez.

Mas o que explica essa superioridade? Em 1995, graças à Lei Bosman, jogadores da União Europeia deixaram de ser considerados estrangeiros, o que permitiu que os clubes mais ricos do continente buscassem os melhores talentos nos países vizinhos, sem restrições. O outro fator determinante foi o fair play financeiro, que impôs regras de boa administração e reduziu o poderio dos irresponsáveis.

Desde então, o placar de Mundial que era de 20 a 13 a favor da América do Sul, passou a ser de 20 a 6 a favor da Europa. Apenas quatro sul-americanos foram campeões após a criação da Lei Bosman (1995):

Sobre o jogo

A final repetiu o cenário visto nos últimos Mundiais: enquanto os europeus entraram em marcha lenta, os centro-americanos (desta vez) foram ao ápice da intensidade e esgotamento físico para tentar igualar as ações. O Tigres até conseguiu segurar o ímpeto do Bayern por bons minutos apostando na aplicação tática e no sólido sistema defensivo, mas o planejamento desmoronou quando os alemães tiveram uma pitada de sorte para abrir o placar.

Aos 13 minutos do segundo tempo, após levantamento na área, Robert Lewandowski disputou jogada com o goleiro Nahuel Guzman. O problema é que, ao socar para frente, o goleiro do Tigres acertou o atacante polonês e viu a bola sobrar limpa para Pavard marcar. Em campo, o impedimento foi marcado, mas o VAR mostrou que todos os envolvidos no lance estavam em posição legal. Próximo do fim, Tolisso acertou a trave.

Antes, ainda na primeira etapa, o Bayern viu o gol de Joshua Kimmich ser anulado por impedimento — a arbitragem entendeu que Lewandowski, que participou do lance em posição de impedimento, atrapalhou a visão de Guzman. Vale lembrar que os alemães estavam sem León Goretzka, Jerôme Boateng, Thomas Muller e Javi Martínez, que são jogadores importantes para o técnico Hansi-Flick.

fonte:extra.globo.com

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