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23/02/21

 

Caco Barcellos fez do seu quarto de hóspedes estúdio do ‘Profissão repórter’: ‘Câmera dentro do guarda-roupa’

Por: Naiara Andrade 
Pela primeira vez, Caco não vai fazer reportagens na rua
Pela primeira vez, Caco não vai fazer reportagens na rua Foto: Mauricio Fidalgo/Rede Globo/Divulgação

Foto: Mauricio Fidalgo/Rede Globo/Divulgação

Longe da grade de programação da Globo desde dezembro de 2019, o “Profissão repórter” volta nesta terça-feira (23) à emissora. A grande novidade, conta o jornalista e diretor do programa, Caco Barcellos, será sua ausência involuntária das ruas.

— A decisão pelo isolamento social foi uma iniciativa do Grupo Globo para proteger dos riscos de contaminação os seus profissionais com mais de 60 anos de idade. Estou entres eles, e me sinto privilegiado de poder continuar produtivo no trabalho sem sair de casa. No começo da pandemia, achei muito estranho viver essa tragédia humanitária mundial sem poder ir para as ruas reportar — conta ele.

Na casa de Caco, em São Paulo, o quarto de hóspedes foi transformado num miniestúdio. Por meio de duas grandes telas, ele faz a apresentação do programa, as entrevistas, as reuniões e as conversas virtuais com os editores da redação e com os repórteres nas ruas.

— Para dar certo, tive que aprender a gravar a mim mesmo nos limites de um espaço pequeno. Como posicionar a câmera dentro do guarda-roupa para conseguir os melhores ângulos para a gravação, por exemplo — detalha Caco.

No programa de estreia da temporada, a equipe, que atualmente conta com 13 repórteres e cinegrafistas nas ruas, vai mostrar que a vacinação começou no Brasil num momento em que a pandemia está fora de controle.

— A repórter Nathália Tavoliere passou o mês de janeiro no Amazonas para mostrar o colapso nos hospitais públicos e particulares. Danielle Zampollo retrata as transformações na vida da enfermeira Camila Calazans, depois de se tornar a primeira brasileira a ser vacinada contra a Covid-19. E Clara Velasco fez um levantamento inédito que revela como anda o caráter de parte dos brasileiros: ela investigou quem fura a fila da vacina. E descobriu que neste início de vacinação algumas doses destinadas aos idosos e profissionais dos grupos de risco foram desviadas.

No dia 5 de março, Caco completa 71 anos, mas sem festa.

— Só pretendo comemorar o aniversário no dia em que espetarem a agulha da vacina na população inteira. Não dá para celebrar enquanto o vírus estiver matando tanta gente. Melhor presente no fim da pandemia? Jogar futebol num time formado pelos melhores craques do passado e que eu seja o convocado para vestir a camisa 8, atacante titular da meia direita — entrega, confiante.

fonte:https://extra.globo.com/

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