Páginas

Pesquisar este blog

23/02/21

 

Comida caseira: um santo remédio para as doenças do século?

Deixe de apostar nas preparações pré-prontas e facilitadoras, nem sempre tão saudáveis assim

Dra. Renata Aniceto, colunista de AnaMaria 

Deixe de apostar nas preparações pré-prontas e facilitadoras, nem sempre tão saudáveis assim
Comida caseira: um santo remédio para as doenças do século? - Divulgação/Canva

Sempre falamos muito sobre o quanto o consumo da comida feita em casa impacta na qualidade de vida. Isso porque, antes de cozinhar, primeiro é necessário escolher e comprar os ingredientes, o que nos dá a oportunidade de optar por alimentos mais saudáveis. 

A vida moderna atribulada, porém, acabou nos fazendo deixar o ato de cozinhar em segundo plano (apesar de cada vez mais assistirmos programas de gastronomia na TV). E, daí, apostamos nas preparações pré-prontas e facilitadoras, nem sempre tão saudáveis assim.

No artigo Culinary Medicine: Bringing Healthcare Into the Kitchen (Medicina Culinária:Trazendo saúde para a cozinha), publicado em 2019,os autores relatam:

"As doenças crônicas ( obesidade,hipertensão arterial, diabetes mellitus, infarto agudo do miocárdio e acidente vascular cerebral) são a principal causa de morte (70% da população mundial) e invalidez e respondem por 80% de  enormes gastos com saúde.

Quase 80% das doenças crônicas podem ser evitadas por comportamentos de estilo de vida mais saudáveis. Os padrões alimentares pouco saudáveis ​​são um dos principais impulsionadores do desenvolvimento de inflamação e doença 
2020, o ano da pandemia, orquestrou em nossas casas uma transformação silenciosa. 

As famílias em home-office tornaram a cozinha um grande centro das atrações e cozinhar passou a ser uma necessidade essencial para o corpo e para a manutenção da saúde mental. Os hábitos alimentares foram bastante impactados por essas mudanças. 

Teve gente que entendeu que a pandemia é na verdade uma crise ambiental e passou a investigar mais a fundo o impacto que seu cotidiano pode ter no meio ambiente. Isso se refletiu, para muitos, em mudanças na alimentação. Muitas pessoas descobriram no ato de cozinhar uma nova paixão."

PREVENÇÃO É A PALAVRA
Através da prática da Medicina Culinária, que alia o conhecimento de ação dos alimentos à Medicina, podemos melhorar nossas escolhas alimentares, reverter doenças, reduzir o uso de medicamentos assim como as internações hospitalares e prevenir quadros patológicos como os descritos acima.

Muito além disso, precisamos reconhecer que  o ato de cozinhar é um dos fatores que definem a espécie humana. Ao aprender a usar o fogo para preparar alimentos, nossos ancestrais abriram caminho para o desenvolvimento da civilização. 

M.Pollan em seu livro “Cozinhar: uma história natural de transformação (2014), alerta: "Precisamos reconquistar o território da cozinha. Com isso, reforçamos vínculos comunitários e familiares e, ao mesmo tempo, damos um passo importante para tornar nosso sistema alimentar mais saudável e sustentável.

FAÇA ESSA ESCOLHA
Eu, há quatro anos, priorizei o ato de cozinhar para a família, ajeitei a agenda e fiz uma escolha que leva alimento saudável, afeto, cultura e pertencimento, principalmente para os meus filhos. 

E quero dividir com vocês essa receita selecionada destes momentos em família (sucesso aqui em casa). Ela é de autoria da nutricionista Flavia Montanari, da Pueri Nutri – Consultoria em Nutrição infantil e familiar

Mãos na massa e afetos compartilhados nesta receita simples, saborosa e saudável!

*DRA. RENATA ANICETO (CRM 88006) é médica formada pela Faculdade de Medicina do ABC, pediatria e hematologista pela FMUSP/SP. Aqui em AnaMaria Digital escreve sobre medicina culinária, nutrição afetiva e estilo de vida na Infância. Instagram: @ligadacozinhaafetiva

Nenhum comentário:

Postar um comentário