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11/02/21

Garoto de 11 anos permanece 1 hora e 22 minutos fazendo embaixadinhas em torneio online


Foto: Cedida

Marca do pequeno Kauã é alcançada em desafio válido pela categoria sub-13 de evento realizado no interior paulista; na final, ele registra tempo de 53 minutos e 30 segundos
Por João Paulo Tilio e Paulo Taroco — Adamantina, SP
Se para qualquer atleta em plena forma física e com uma habilidade acima da média não é nada fácil ficar 1 hora e 22 minutos fazendo embaixadinhas – ou balõezinhos, como o malabarismo com a bola de futebol é conhecido em algumas regiões do país –, imagine então para um garoto de 11 anos. Mas sim, acredite, foi o que aconteceu. O feito impressionante ocorreu durante um torneio online, que tinha, a princípio, apenas o objetivo de contornar a quietude em tempos de pandemia. Kauã do Carmo é o nome da ferinha, responsável por deixar com inveja muito habilidoso de plantão.
A marca foi vista no "1º Torneio de Embaixadinhas Online", chamado também de "Embaixafut", que teve transmissão ao vivo por um aplicativo. Cada atleta representou uma equipe e enfrentou um adversário por vez. A apresentação era filmada e acompanhada, de forma online, pela organização, responsável pela cronometragem. Foi um campeonato ligado a uma ideia simples, mas bem organizado, com até congresso técnico e tabela.
Kauã estreou durante a última semana. Morador de Cândido Mota, na região de Marília (SP), mas representando a equipe "Cordeirinhos de Cristo", de Caiuá, na região de Presidente Prudente, ele se inscreveu na categoria sub-13 e ficou durante 82 minutos batendo balõezinhos logo na primeira partida. Já os desafios da segunda fase, semifinal e final foram realizados todos no mesmo dia.
No segundo desafio, o garoto terminou com 25 minutos. O tempo voltou a melhorar no duelo seguinte, e as embaixadinhas foram feitas durante 1 hora e 3 minutos. A decisão aguardava uma disputa mais acirrada. O oponente foi o atleta Miguel Souza, do "Craquinhos FC", de Marília, que fez 53 minutos e 18 segundos.
Como destacou o professor Alex Fratello, um dos organizadores, não foi fácil para os finalistas dominarem a ansiedade e, sobretudo, o cansaço. Porém, a força extra encontrada pelo vencedor surpreendeu a todos, inclusive o próprio campeão.
A taça veio com uma diferença quase mínima, depois de Kauã fazer 53 minutos e 30 segundos. Ou seja, em um único dia, no último sábado, ele ficou 2 horas e 21 minutos, somando as últimas três partidas disputadas, batendo balõezinhos. Tudo na rua em frente à casa dele.
– Foi uma emoção muito grande para mim. A molecada também competiu com raça, fé e força. Com bastante foco. Tem gente que não conseguiu, eu sei, é difícil. Como agora (sobre a final), eu achei que iria ser difícil vencer ele – comentou por meio de um vídeo postado na rede social do Guarani de Adamantina logo após a decisão

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