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23/02/21

Justiça concede liberdade provisória a mulher presa em flagrante após matar o marido com golpe de garrafa de vidro no pescoço

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 Foto: Polícia Militar

Crime foi registrado na madrugada deste domingo (22) na Avenida Juscelino Kubitschek de Oliveira, próximo à Avenida Paulo Marcondes, em Presidente Prudente.
Por G1 Presidente Prudente
A Justiça concedeu liberdade provisória, com algumas restrições, para a mulher presa em flagrante por matar o companheiro, na madrugada deste domingo (21), em Presidente Prudente (SP). A suspeita alegou que o homem era muito agressivo e que cometeu o crime, usando um pedaço de garrafa de vidro, para se defender de uma agressão.
Conforme informações repassadas pela Polícia Civil, a mulher não possui antecedentes, tem residência fixa, bem como ocupação lícita, e o Poder Judiciário entendeu “não estarem presentes requisitos da prisão preventiva”.
O G1 solicitou uma nota sobre o assunto para o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ-SP), mas ainda não obteve resposta.
A Polícia Civil informou ao G1 que o inquérito foi instaurado imediatamente após a custódia e encaminhado para o Fórum. “Agora faltam os laudos e algumas oitivas para saber as recidivas brigas do casal conforme aventado”, detalhou.
Ainda segundo a polícia, os laudos periciais requisitados serão anexados ao processo e também será relatado o inquérito policial eletrônico.
Uma nova requisição de prisão preventiva só ocorrerá se surgirem fatos novos fatos, segundo a polícia.
Crime
A mulher de 36 anos foi presa em flagrante na madrugada deste domingo (21) após matar o companheiro com um golpe de garrafa de vidro no pescoço, em Presidente Prudente. A vítima, um homem de 28 anos, chegou a ser socorrida, mas não resistiu.
Conforme as informações contidas no Boletim de Ocorrência, uma equipe da Polícia Militar foi acionada por volta das 4h para atender, em princípio, a um caso de tentativa de homicídio na Avenida Juscelino Kubitschek de Oliveira, próximo à Avenida Paulo Marcondes.
Quando chegaram ao local, os militares encontraram unidades de Resgate e a vítima já inconsciente.
Segundo o boletim, a suspeita permaneceu no local, retirou sua camiseta e tentou estancar o ferimento da vítima até a chegada do socorro.
Não foram localizadas testemunhas presenciais nem câmeras de segurança nas proximidades.
Questionada, a suspeita relatou aos policiais que era companheira do homem havia cerca de seis anos, que ele havia saído da cadeia cinco meses atrás e era muito agressivo, sendo que seu comportamento tinha mudado muito após deixar a prisão.
A mulher disse que muitas vezes até tentou ligar no telefone 190, da PM, para pedir socorro, mas seu companheiro arrancava o celular das mãos dela, pois dizia que, se fosse denunciado, ele perderia o direito de ficar em liberdade.
Segundo a ocorrência, a suspeita disse que a última vez em que foi agredida e tentou ligar para a polícia foi no dia 14 deste mês. Na ocasião, ela não conseguiu completar a ligação, pois, mais uma vez, o homem pegou seu telefone e o jogou no chão. Com isso, a tela do aparelho quebrou.
Sobre o crime, a mulher relatou que estava com o companheiro na casa de seus pais, onde ambos residem, começaram a discutir e saíram para a rua. Nesse momento, o celular do homem caiu no chão e quebrou a tela. Em seguida, a vítima passou a xingar e empurrar sua companheira.
De acordo com o boletim, a mulher disse que, para se defender, pegou uma garrafa que estava no chão, quebrou na guia e deu um único golpe no pescoço do marido. A mulher ainda relatou aos militares que não queria matar o companheiro, mas somente se defender.
Ela disse que ligou para o Corpo de Bombeiros pedindo socorro e ainda retirou sua camiseta para estancar o sangue da vítima.
O local onde o crime ocorreu fica a cerca de 150 metros da casa dos envolvidos. Uma irmã da suspeita disse que não ouviu nada e apenas um sobrinho do casal ouviu a discussão e viu quando os dois saíram para a rua. Como os dois sempre discutiam, o sobrinho não deu atenção, segundo o boletim.
Durante o atendimento da ocorrência, os militares foram informados de que a vítima havia morrido no Hospital Regional (HR).
A mulher recebeu voz de prisão em flagrante e foi levada para a Delegacia Participativa da Polícia Civil, onde o caso foi registrado.
Na unidade policial, a suspeita manteve a versão dada inicialmente aos militares e esclareceu ainda que o marido deixou o celular cair dentro da casa e passou a acusar e culpar a mulher. O homem saiu do imóvel a pé, a mulher foi atrás para conversarem e, quando ele tentou agredi-la, ela quebrou a garrafa e o golpeou, segundo versão da suspeita na ocorrência.
A Polícia Civil ratificou a prisão em flagrante da mulher.
O local do crime foi periciado.
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