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03/02/21

Motorista de aplicativo faz viagem de São Paulo a Presidente Prudente, fica sem pagamento e caso vai parar na polícia

Pode ser uma imagem de texto que diz "POLÍCIA CIVIL PLANTAO PERMANENTE CENTRAL DE FLAGRANTES"


Passageiro disse que uma mulher com quem conversava pela internet pagaria pelo trajeto quando chegasse ao destino final, porém, ela não apareceu.
Por G1 Presidente Prudente
A Polícia Civil irá investigar uma possível fraude praticada por um rapaz de 22 anos contra um motorista de aplicativo, de 34 anos, registrada na manhã desta terça-feira (2), na Delegacia Participativa, em Presidente Prudente (SP).
A vítima explicou à polícia que é motorista de aplicativo na cidade de São Paulo (SP) e que foi chamada para uma corrida no Terminal Rodoviário do Tietê, na capital paulista, para seguir uma viagem de 560 quilômetros até a Rodoviária de Presidente Prudente, a ser paga com cartão de crédito quando chegasse ao destino final.
No aplicativo, constava que a solicitante era uma mulher "morena" com um piercing no lábio.
De acordo com a versão da vítima, quando chegou ao Terminal Rodoviário do Tietê, o homem estava com uma mulher "loira", que indicou ao suspeito o veículo afirmando “o carro é esse aí”, dando a entender que era ela quem havia solicitado a corrida.
Apesar das características entre as mulheres não baterem, o motorista iniciou a viagem. Segundo ele, durante o percurso, o suspeito nada conversou e dormiu por um bom tempo, e às vezes mexia no celular.
O motorista ainda informou que fez duas paradas durante a viagem, uma ainda em São Paulo, para abastecer, e a outra em Botucatu (SP), para comprar um energético. Em ambas, o passageiro não saiu do carro.
Quando estava próximo de chegar, o passageiro informou ao motorista que a solicitante já estava na Rodoviária de Presidente Prudente para efetuar o pagamento. Mas, quando chegaram, ela não foi até eles.
A vítima também achou estranho quando o passageiro falou que ia ao banheiro para trocar de roupa, pois estava suado. Como ainda não havia recebido, o motorista resolveu seguir o homem, caso ele tentasse fugir sem pagar.
O homem saiu do banheiro e sentou em uma das cadeiras. O motorista passou a questioná-lo sobre a moça e o suspeito afirmava que ela estava chegando, falando com alguém ao telefone, por mensagens de texto e por áudio.
Após uma hora em que estavam no terminal, o motorista resolveu ligar para a Polícia Militar. O policial lhe mostrou a foto da pessoa com quem o suspeito conversava e era a mesma imagem do aplicativo. A empresa foi contatada, mas a polícia foi informada de que não poderia passar os dados da solicitante da viagem.
Quanto a prejuízos, o motorista especificou que os pedágios pagou com o sistema automático e que o valor bruto da viagem do aplicativo foi de R$ 663,33.
Em depoimento, o suspeito relatou à polícia que é natural do Estado da Bahia, mas reside em Diadema (SP). O homem também contou que há cerca de seis meses conversa com uma mulher por meio de um aplicativo de encontros e relacionamento, que pediu a ele para que viesse conhecê-la.
A mulher pediu um motorista de aplicativo, para embarcar na Rodoviária do Tietê; antes disso, ele disse que saiu de sua casa, em Diadema, e foi até o terminal, pagando R$ 100 pelo trajeto a um conhecido.
O homem alegou que esses R$ 100 eram todo o dinheiro que tinha, mas embarcou no carro e seguiu para Presidente Prudente sem nada na carteira. Ele ainda ressaltou que quem fez a solicitação foi a mulher, que o encontraria na rodoviária.
Mas, ao chegar, ela mandou mensagem para o passageiro dizendo que “teria que sair, porque estava sem dinheiro”. Ele permitiu aos policiais o acesso às mensagens.
De acordo com o registro, aparentemente o contato solicitante da corrida bloqueou o passageiro, pois a foto dela havia sumido.
Questionado sobre a mulher "loira" no Tietê, o passageiro informou que era só uma pessoa que estava ao lado, também pegando um carro de aplicativo. Ele disse que mostrou a ela os dados do veículo e perguntou como faria para embarcar e ela o teria levado até o automóvel.
O passageiro será investigado pelo crime previsto no artigo 176 do Código Penal e tipificado como “fraude”.
O artigo dispõe sobre “tomar refeição em restaurante, alojar-se em hotel ou utilizar-se de meio de transporte sem dispor de recursos para efetuar o pagamento”. A pena é de detenção, de 15 dias a dois meses, ou multa.
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