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06/02/21

SP recua e torna opcional volta às aulas em escolas públicas e particulares na fase amarela

 
O governo estadual paulista suspendeu a obrigatoriedade de presença dos estudantes nas escolas, públicas ou particulares do Estado, durante a fase amarela do plano de flexibilização da quarentena. A medida foi informada ao Estadão pela Secretaria Estadual da Educação.

Uma resolução do Conselho Estadual de Educação do dia 13 de janeiro havia estabelecido a obrigatoriedade de o aluno frequentar pelo menos 1/3 das aulas na escola. Dias depois, o secretário estadual da Educação, Rossieli Soares, revogou essa obrigatoriedade nas fases vermelha e laranja, mas manteve nas demais etapas. Nesta sexta-feira, 5, voltou atrás também sobre a obrigatoriedade na fase amarela.

Dessa forma, o retorno às escolas, públicas ou particulares, será opcional em todo o Estado de São Paulo, incluindo a capital paulista. Nesta sexta-feira, a cidade de São Paulo avançou para a fase amarela do plano de flexibilização. As regiões de Campinas, Baixada Santista, Registro, Presidente Prudente e Araçatuba também foram reclassificadas para a fase amarela.

Nesta semana, os colégios privados da capital registraram alta adesão das famílias pelo ensino presencial. Uma parcela dos pais, porém, decidiu não mandar as crianças para a escola com medo de contaminação e por considerarem frágeis os protocolos de segurança adotados pelas escolas. Eles reconhecem a importância de manter escolas abertas para os que precisam, mas argumentam que os filhos se adaptaram bem ao ensino remoto e que a circulação de mais pessoas pela cidade aumenta o risco de transmissão do vírus.

Um grupo de WhatsApp com 54 mães e pais de alunos matriculados em colégios de elite, como Bandeirantes e São Luís, já se articulava para enviar um pedido ao secretário contra a volta às aulas obrigatória. O grupo dos pais que defende o retorno opcional à escola inclui profissionais da saúde na linha de frente e pessoas que fazem parte do grupo de risco.

Professores anunciam greve na segunda

O sindicato dos professores da rede estadual paulista anunciou nesta sexta-feira, 5, que entrará em greve a partir de segunda, data marcada para a reabertura das escolas estaduais. A volta às aulas ocorre em meio à segunda onda da pandemia de covid-19 no Brasil. Segundo a Apeoesp, a decisão teve apoio de 81,8% dos professores.

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