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18/03/21

Brasil vive “maior colapso hospitalar da história” e especialistas projetam futuro dramático

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Novo boletim da Fiocruz aponta somente dois estados em níveis de ocupação de UTI Covid abaixo de 80%, enquanto população enfrenta dúvidas sobre impactos da pandemia de 2021
O Brasil vive o “maior colapso sanitário e hospitalar da história”, segundo o último boletim da Fiocruz. Com infecções e óbitos em decorrência do novo coronavírus em alta e recordes diários de estatísticas trágicas, a população enxerga um momento ainda pior do que a primeira onda, de 2020, e encara novas dúvidas sobre o futuro.
Christovam Barcellos, pesquisador de saúde pública e vice-diretor do Instituto de Comunicação e Informação em Saúde da Fiocruz, avalia que o Brasil terá “graves problemas” pela frente enquanto não mudar estratégias e ações.
“Estamos vivendo um momento muito dramático da pandemia. A tendência, infelizmente, é o aumento do número de casos, pressão sob os hospitais e aumento do número de mortos. Estamos vivendo uma aceleração da pandemia. É importante agora ter o maior número de restrições possíveis.”
Atualmente, somente dois estados estão com níveis de ocupação de UTI Covid adulto abaixo de 80%, Roraima e Rio de Janeiro. Na última terça-feira, o País registrou mais um recorde de número de óbitos em decorrência da doença, quando 2.841 brasileiros perderam a vida em 24 horas.
Stephanie Ítala, médica do Hospital Sírio-Libanês, lembra que o país errou em flexibilizar medidas essenciais.
“Acredito que o Brasil errou quando os casos estavam se reduzindo, era a hora de procurar vacinas de forma rápida e efetiva, e no relaxamento das medidas de isolamento social, essas medidas protetivas que a gente já sabe. O Brasil não tinha que ter relaxado. Muito pelo contrário, era hora de acelerar.”
Diante desse cenário, 21 governadores assinaram um documento chamado Pacto Nacional pela Vida e pela Saúde, com propostas de pactuação das três esferas da Federação na luta contra a pandemia e um cronograma que tem como meta ter, pelo menos, 25% de toda a população do país vacinada contra a Covid-19 em abril.
Reportagem, Alan Rios

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