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10/03/21

Capturado em praça de Panorama, tamanduá-bandeira é devolvido à natureza pela Polícia Ambiental

Pode ser uma imagem de urso-negro e ao ar livre

Foto: Reprodução
Soltura foi realizada na manhã desta terça-feira (9), na mata ciliar do Córrego Itambi, no município. Bicho não apresentava ferimentos.
Por G1 Presidente Prudente
Um tamanduá-bandeira foi devolvido à natura nesta terça-feira (8) pela Polícia Militar Ambiental. O animal foi capturado pelo Corpo de Bombeiros em uma praça no município de Panorama.
Após a captura foi realizada nesta segunda-feira (8) e o animal foi encaminhado para a Base da Polícia Ambiental do município. Como o bicho não apresentava ferimentos, pela manhã desta terça (9), a equipe policial providenciou a soltura do tamanduá-bandeira na mata ciliar do Córrego Itambi, também em Panorama.
Perfil
Ainda segundo a polícia, o tamanduá-bandeira pode atingir 2,4 metros de comprimento, da ponta do focinho à ponta da cauda. Possui pelagem marrom-acinzentada, as patas dianteiras são brancas, seu peito e dorso são marcados por listras pretas e sua cauda é volumosa.
Os tamanduás-bandeira podem ser encontrados em toda a América do Sul e Central, embora sua população tenha diminuído consideravelmente na América Central. Para prosperarem, eles precisam se movimentar por grandes áreas com florestas.
Eles geralmente são encontrados em florestas tropicais e secas, savanas e pastagens abertas, onde há abundância de formigas, que são fundamentais para sua alimentação. Usa suas garras afiadas para fazer uma abertura no formigueiro e colocar seu longo focinho, sua saliva pegajosa e sua língua eficiente para trabalhar. Mas ele precisa comer rapidamente, movimentando sua língua até 150 vezes por minuto.
Esses animais não contam com a visão, que é fraca, para encontrar sua fonte de alimento, mas sim com o olfato, que é 40 vezes mais poderoso que o dos humanos. São geralmente animais solitários e as fêmeas têm um único filhote uma vez ao ano, que às vezes pode ser visto agarrado nas costas de sua mãe. Os filhotes deixam a mãe depois de dois anos, quando são considerados totalmente adultos.
Segundo o Decreto nº 63.853/18, em seu anexo I, o tamanduá-bandeira está ameaçado de extinção na situação de vulnerável, ou seja, espécie que apresenta alto risco de extinção a médio prazo.
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