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17/03/21

Imunização lenta leva mais de 2.400 cidades à busca por vacina

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Consórcio Nacional de Vacinas das Cidades Brasileiras critica velocidade do Plano Nacional de Imunização e busca compras para municípios, amparado por nova lei, mas aquisições descentralizadas expõem risco de ampliação de desigualdades, segundo especialistas
Estados e municípios podem comprar vacinas contra a Covid-19, apoiados em uma lei sancionada por Bolsonaro. Porém, o interesse em agilizar o processo de aplicação das doses contra o novo coronavírus também cria debates sobre os riscos de ampliação de desigualdades, como cita o epidemiologista Jonas Brant.
“Ao abrir a possibilidade de compra da vacina por município ou por outras entidades, a gente cria uma competição onde o capital começa a exercer um domínio sobre o processo de compra e não mais a equidade, o cuidado. Então nós, provavelmente, vamos acabar visualizando municípios tendo acesso à vacina antes de outros municípios mais vulneráveis ou que não têm capital para competir nesse jogo financeiro. Passa a ser cada um por si e Deus por todos.”
Já a Frente Nacional de Prefeitos (FNP), que lidera o Consórcio Nacional de Vacinas das Cidades Brasileiras, argumenta que há pouco investimento na Saúde por parte do governo federal e que as aquisições são necessidades para ampliar a vacinação no País, como avalia o secretário-executivo Gilberto Perre.
“Até o momento, mais de 2.300 cidades manifestaram interesse, perfazendo uma população representada de mais de 143 milhões de brasileiros. Isso pode oferecer capacidade de negociação do consórcio com laboratórios internacionais, conseguindo contratos com menor preço, prazos menores e condições contratuais melhores.”
A lei que possibilita a compra por estados e municípios teve origem no PL 534/2021, projeto de lei apresentado pelo presidente do Senado, Rodrigo Pacheco.
Reportagem, Alan Rios
NOTA
Estados e municípios podem comprar vacinas contra a Covid-19, apoiados em uma lei sancionada por Bolsonaro. Com o respaldo legal, diversas regiões já organizam compras próprias. O Consórcio Nacional de Vacinas das Cidades Brasileiras soma mais de 2.400 cidades que manifestaram interesse em adquirir os imunizantes.
Porém, o interesse em agilizar o processo de aplicação das doses contra o novo coronavírus também cria debates sobre os riscos de ampliação de desigualdades.
Especialistas em saúde afirmam que a imunização deve ser feita de forma centralizada, no Plano Nacional de Imunização, que é criticado por prefeitos pela lentidão.

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