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06/03/21

O que fazer com a ansiedade na pandemia?

Por Jô Alvim, Psicóloga


Pode ser uma imagem de criança e área interna
foto: G1
A saúde mental tem estado em voga, principalmente quando o assunto é pandemia, já que esta refletiu negativamente na vida de cada um de nós nos últimos meses, reflexo do medo do contágio, da insegurança, do isolamento e da mudança de rotina. Com isso, não é incomum encontrarmos pessoas tensas, com relatos de inquietação, irritação, palpitações, falta de ar, insônia, além da sensação de não estar conseguindo concluir as tarefas diárias. Um problema chamado ansiedade.
A ansiedade, apesar de incômoda, não é de toda má. Ela é uma reação natural do nosso organismo que antecede alguma situação esperada e tem a função de nos proteger, pois nos prepara para tais situações. Ela passa a ser considerada uma doença psiquiátrica quando os episódios apresentam-se com maior frequência, sem motivo aparente, interferindo negativamente no dia a dia. Como defesa, a pessoa tem a necessidade de controlar tudo a sua volta, deixando o pensamento acelerado, pois, para se livrar da sensação de desconforto, começa a buscar uma saída. O desgaste mental é inevitável.
Tais sentimentos são comuns em situações de grande estresse, como a pandemia. E diante desta realidade, muitas pessoas criam expectativas negativas com relação ao futuro. Só que ser pessimista não ajuda em nada; muito pelo contrário. Este sentimento de alerta constante quando se sobrepõe a outros problemas como trabalho, relacionamentos afetivos, familiares ou dinheiro, predispõe as pessoas a outras patologias.
Encontrar o equilíbrio físico emocional diante desse novo cenário é o desafio. Para ser afetado o menos possível, o segredo é optar por estratégias que auxiliem a superar este período. A dica primordial é monitorar os pensamentos negativos e deslocar a atenção daquilo que é o foco da ansiedade para atividades que despertam prazer, como as atividades restaurativas, além das atividades físicas, que funcionam como um ansiolítico natural.
É necessário também mergulhar no autoconhecimento, identificar os próprios sentimentos e expressa-los de maneira adequada. O que está acontecendo no mundo é preocupante sim, mas não podemos deixar isso prejudicar nossa saúde mental. Claro que não é um processo simples. Mas é um exercício que, certamente, nos traz mais maturidade emocional para enfrentar outras adversidades, inevitáveis em nossas vidas.
Créditos: Joselene L. Alvim- psicóloga

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