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12/03/21

 

‘The voice+’ traz de volta artistas que fizeram sucesso no passado; você se lembra deles?

Os jurados do "The Voice+", só com participantes a partir dos 60 anos
Os jurados do "The Voice+", só com participantes a partir dos 60 anos Foto: João Miguel Júnior/Rede Globo/Divulgação
Naiara Andrade / Foto: João Miguel Júnior/Rede Globo/Divulgação

Quando as cadeiras de Daniel, Claudia Leitte, Mumuzinho e Ludmilla viraram, aprovando dezenas de vozes maduras na fase das Audições às Cegas, do “The voice+”, a maioria lhes pareceu ser de rostos anônimos, tentando uma primeira oportunidade de projeção. Mas o telespectador que acompanhou o cenário musical dos anos 60, 70, 80 e 90 reconheceu alguns dos candidatos como veteranos do showbiz.

Dos que permanecem na disputa, que entra em sua terceira fase no próximo domingo (14), a Top dos Tops, oito já gravaram discos, ganharam prêmios, se apresentaram em inúmeros festivais, musicais, diferentes programas de TV... Enfim, experimentaram o sucesso, de alguma maneira.

Os anos se passaram, e o sonhado reconhecimento não chegou da forma que imaginaram. Agora representantes da melhor idade, eles estão em busca de maior visibilidade, do retorno financeiro pela arte e, por que não dizer?, da fama. Conheça um pouco mais da trajetória desses senhores da emoção.

Claudya
Claudya Foto: Gabriel Nascimento/GShow

Foto: Artur Meninea/GShow

Claudya, 72 anos, São Paulo (SP)

Nascida no Engenho Novo, Zona Norte do Rio, e vivendo em São Paulo, Maria das Graças Rallo gravou 20 álbuns. Ganhou festivais nos anos 60 e 70, dentro e fora do Brasil, e em 1982 foi destaque no musical “Evita”. “Depois de tudo de bom que me aconteceu, não fui reconhecida. Estou no programa para que a nova geração e adeptos de outros estilos me conheçam melhor. Sinto um frio na barriga comparado aos festivais com 100 mil pessoas dos quais participei”, conta.

Dudu França
Dudu França Foto: Artur Meninea/GShow

Foto: Artur Meninea/GShow

Dudu França, 70 anos, São Paulo (SP)

José Eduardo França Pontes gravou três LPs, dois compactos simples e duplos e três CDs, um deles gospel. Em 1978, sua “Grilo na cuca” virou hit e foi parar na novela “Marron glacê”: “O sonho (da fama) continua vivo, o ápice ainda está por vir. Quando chegar, continuarei sonhando. Hoje, existe mais gente que não me conhece. Escolhi Ludmilla como técnica porque era a única que não tinha nem nascido quando eu fiz sucesso, além do grande talento que é”.

José Mariano
José Mariano Foto: Artur Meninea/GShow

Foto: Artur Meninea/GShow

José Mariano, 63 anos, São Bernardo do Campo (SP)

Aos 21 anos, José Mariano da Silva Filho largou o emprego como pintor de ônibus e iniciou a trajetória como cantor e compositor. Participou de programas de calouros, como “Chacrinha”, e de festivais; gravou LPs e CDs. É autor de mais de 300 composições: “Não penso em ser famoso, mas reconhecido por minha arte e pelo DNA da minha voz. Com o ‘The Voice+’, muitos artistas passaram a me seguir nas redes sociais e enviar elogios ao meu trabalho”.

Leila Maria
Leila Maria Foto: Artur Meninea/GShow

Foto: Artur Meninea/GShow

Leila Maria, 64 anos, Rio de Janeiro (RJ)

Apontada como Billie Holiday brasileira, a carioca tem a diva do jazz como ídolo, e ganhou o Prêmio da Música Brasileira, em 2014, com um CD em tributo a ela. Lançou outros quatro, e um compacto simples. “Quero ampliar ao máximo a minha voz. Com ela, levo boas mensagens, bom astral. Para ser reconhecido, é preciso ser conhecido. O prêmio maior eu já ganhei: uma audiência incomparavelmente maior que toda a que eu consegui em 30 anos de carreira”.

Ronaldo Barcellos
Ronaldo Barcellos Foto: Gabriel Nascimento/GShow

Foto: Gabriel Nascimento/GShow

Ronaldo Barcellos, 67 anos, Rio de Janeiro (RJ)

Cria de Caxias e hoje morador da Tijuca, ele gravou três compactos, um EP, um CD solo e outros dois com o grupo de pagode Ronaldo & Os Barcellos, formado com seus filhos. “A canção ‘Feliz aniversário’ tocou em primeiro lugar no Brasil, durante um ano, em 1998”, orgulha-se ele, que sonha “ganhar projeção e credibilidade” no “The voice+”: “Fico nervoso como quando cantei no programa da Xuxa, na época a maior audiência da Globo”.

Vera do Canto e Mello
Vera do Canto e Mello Foto: Gabriel Nascimento/GShow

Foto: Gabriel Nascimento/GShow

Vera do Canto e Mello, 83 anos, Rio de Janeiro (RJ)

Além de cantar, a carioca pinta e dança balé. Protagonizou os musicais “West side story”, na Áustria, e “A noviça rebelde”, no Brasil. Cantou óperas no Theatro Municipal do Rio. Foi professora de canto de famosos como Leo Jaime, Claudia Raia, Marília Pêra, Fernanda Montenegro e Marisa Monte. “Ser famosa foi e é um sonho. Me inscrevi no programa porque estou com mais de 80 anos e, provavelmente, é a minha última chance. Ganhar viria a coroar a trajetória de uma vida”.

Yeda Maranhão
Yeda Maranhão Foto: Artur Meninea/GShow

Foto: Artur Meninea/GShow


Yeda Maranhão, 76 anos, Belford Roxo (RJ)

Maria Ieda Silveira Antunes é da terra de Alcione. Não à toa, tem na Marrom um de seus ídolos . Com samba-enredo vitorioso no Salgueiro, fez parte do grupo musical da agremiação e foi indicada ao Grammy Latino, indo a Los Angeles (EUA). “Confecciono todas as minhas roupas, é difícil achar para gordinhas gostosas”, conta ela, que também já costurou para alas de escolas de samba: “Juntando minhas economias, gravei meus CDs, tudo independente. Nunca desisti”.

Zé Alexanddre
Zé Alexanddre Foto: Artur Meninea/GShow

Foto: Artur Meninea/GShow

Zé Alexanddre, 63 anos, São Paulo (SP)

O carioca, hoje radicado em São Paulo, cantou a música “Bandolins” com Oswaldo Montenegro no Festival da Tupi, em 1979. “Gravei dois compactos e um LP, além de CDs independentes. Ganhei muitos prêmios em festivais por todo o país. O ‘The voice+’ faz a gente se sentir vivo. Muitas pessoas passaram a conhecer o Zé Alexanddre. E é isso que eu quero. Tenho necessidade de que os outros se sensibilizem com meu canto e minhas composições”, celebra.

fonte:https://extra.globo.com/

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